Info

Operação Marquês: Ricardo Salgado perde recurso no Tribunal da Relação

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 28 nov (Lusa) -- O Tribunal da Relação de Lisboa negou provimento a um recurso de Ricardo Salgado, no processo Operação Marquês, que envolve ex-primeiro-ministro José Sócrates, em que o banqueiro questionava a validade dos despachos do juiz Carlos Alexandre.

O banqueiro alegou também que lhe foi negada a prova pericial sobre a existência de vírus informático nas escutas telefónicas do processo, facto que diz ter sido impeditivo de pedir a abertura de instrução e exercer a sua defesa.

Entendem os juízes desembargadores da terceira secção criminal do TRL, que "os requerimentos do arguido Ricardo Silva Salgado (...) são manifestamente inconsistentes e revelam falácias evidentes na sua argumentação", pelo que os recursos foram negados.

Na entrega de cópias dos elementos probatórios, o Ministério Público informou a defesa dos arguidos da Operação Marquês que algumas sessões de interceção de comunicações (...) podiam conter ficheiros com estrutura de vírus informáticos.

Ricardo Salgado contestou, mas a explicação do Ministério Público, subscrita pelo juiz de instrução, "mostrava-se cabalmente fundamentado" defendendo que "o incidente não punha em causa a defesa do arguido".

Segundo o TRL, o despacho do juiz não enferma de qualquer irregularidade ou nulidade, referindo que o arguido, caso considerasse haver deficiências nos elementos probatórios deveria "reportá-los à fase de instrução".

"O que não faz sentido, é pedir este tipo diligências após a dedução da acusação, quando é certo que pode clarificar as suas dúvidas na fase seguinte, a instrução", lê-se no acórdão a que a agência Lusa teve acesso.

A Operação Marquês, cuja fase de instrução começa na última semana de janeiro, culminou na acusação a um total de 28 arguidos - 19 pessoas e nove empresas - e está relacionado com a prática de quase duas centenas de crimes de natureza económico-financeira.

José Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente durante dez meses e depois em prisão domiciliária, está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.

GC/CC // JMR

Lusa/fim

+ notícias: País

Associação da GNR diz que agressões a militares em serviço estão a aumentar

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lamentou este sábado que o Governo "ainda não tenha considerado" os polícias como uma profissão de risco, sublinhando que cada vez mais os militares da GNR são agredidos em serviço.

Incêndio em Oiã, Aveiro, provoca quatro feridos

Um incêndio numa fábrica de bicicletas na freguesia de Oiã, Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, causou este sábado quatro feridos, entre eles um bombeiro, disse à agência Lusa fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Falta de pagamento do Estado aos hospitais privados põe em causa cirurgias

Os hospitais privados ameaçam parar de fazer cirurgias aos doentes enviados pelo Serviço Nacional de Saúde caso o Estado continue a demorar tanto tempo a pagar. Já há médicos a recusar-se a operar uma vez que depois têm de esperar mais de dois anos para receber.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.