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Ordem dos Médicos recorrerá aos tribunais para acabar com falhas informáticas

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Porto Canal com Lusa

O bastonário da Ordem dos Médicos garantiu, hoje, em Viana do Castelo, que recorrerá "às instâncias necessárias", incluindo tribunais e instâncias europeias, para acabar com as "sucessivas falhas nos sistemas informáticos", que disse serem um problema nacional.

Atualizado 15-11-2018 11:31

"Iremos até às instâncias todas que forem necessárias, incluindo os tribunais e incluindo, se for preciso, as instâncias europeias", afirmou Miguel Guimarães.

O bastonário da Ordem dos Médicos, que falava aos jornalistas à porta do hospital de Santa Luzia, no final de uma visita àquela unidade e aos centros de saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), afirmou "não ser possível ter médicos que tentam fazer as suas consultas e não o conseguem" por falhas nos sistemas informáticos das unidades de saúde.

"Isto é o contrário da medicina. Espero sinceramente e tenho a certeza que vai ter de acontecer, senão teremos de seguir outros cursos, como os da responsabilidade política e em termos jurídicos. Os médicos estão, neste momento, a ter uma enorme responsabilidade por situações às quais são alheios, por situações que não são da sua responsabilidade, que são da responsabilidade de terceiros. Isto tem que, definitivamente, acabar", frisou.

Miguel Guimarães adiantou que as falhas nos sistemas informáticos não são "casos pontuais", mas sim um problema que afeta "o país todo".

"Os nossos governantes, que têm responsabilidades políticas importantes perante todos os portugueses, deviam visitar os hospitais e os centros de saúde e falar com os profissionais de saúde e deviam fazê-lo sem o aviso prévio (...). É importante que falem com os portugueses e os portugueses também somos nós, os profissionais de saúde, os doentes. Os portugueses não só as pessoas que estão nos comícios", referiu.

O bastonário da Ordem dos Médicos destacou que as falhas nos sistemas informáticos estão a "deteriorar" e "a prejudicar" a relação "sagrada" entre médico-doente.

"Não é possível que um médico, que tem de ver vários doentes, tenha dificuldade imensa em utilizar devidamente os sistemas informáticos. Seja porque o sistema vai abaixo e não funciona, seja porque a rede de comunicação é fraca e o próprio servidor torna o sistema lento, seja porque existem múltiplas aplicações informáticas para fazer tarefas completamente distintas que consomem praticamente o tempo todo", destacou.

Miguel Guimarães classificou de "extremamente grave" a falta de uma "alternativa" aos sistemas informáticos do Ministério da Saúde.

"Há uma coisa que, neste momento, não existe e que é extraordinariamente grave. Se, por ventura, o médico não tiver o sistema informático a funcionar, não tem uma alternativa. É obrigatório existir uma alternativa ao sistema informático. Nós não podemos ficar com os doentes na mão", referiu.

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia em Viana do Castelo e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas. Conta com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

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