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Tribunal de Instrução Criminal do Porto ouve terceiro de cinco suspeitos de viciação de contratos públicos

Tribunal de Instrução Criminal do Porto ouve terceiro de cinco suspeitos de viciação de contratos públicos
| Norte
Porto Canal com Lusa

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto reatou este domingo de manhã os interrogatórios no âmbito da alegada viciação de procedimentos de contratação pública, com a audição do terceiro dos cinco arguidos, disse um advogado do processo.

Trata-se da jurista do Turismo Porto e do Norte Gabriela Escobar, confirmou, à entrada para o tribunal, o seu advogado, Pedro Meira.

No sábado, segundo dia de interrogatórios, ficou concluída a inquirição do presidente do Turismo Porto e do Norte, Melchior Moreira, e terá terminado também a audição de Isabel Castro, diretora operacional daquela entidade.

Referindo-se à sua cliente, Pedro Meira disse que Gabriela Escobar “vai prestar todos os esclarecimentos que o Ministério Público e o juiz de instrução entendam necessários”, fazendo-o “com a serenidade de quem não tem nada a esconder e nunca lesou o interesse público”.

Considerando que a detenção desta arguida é “absolutamente descabida, despropositada e manifestamente exagerada”, Pedro Meira sublinhou, contudo, que a sua cliente “tem plena e total confiança no sistema judicial”.

Quanto à ocasião em que serão conhecidas as medidas de coação, o advogado declarou: “Talvez amanhã [segunda-feira] uma vez que há mais dois arguidos para ouvir”.

São elas a administradora da W Global Communication (antiga Mediana) e José Agostinho, da firma Tomi World, de Viseu.

Todos os arguidos manifestaram, inicialmente, intenção de responder às perguntas do juiz de instrução criminal.

As cinco pessoas foram detidas pela PJ na quinta-feira, na operação com o nome de código Éter, que incluiu buscas em entidades públicas e sedes de empresas.

Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos que ultrapassam um total de cinco milhões de euros.

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