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Tancos: É preciso "apurar toda a verdade, doa a quem doer" - Líder CDS-PP

| Política
Porto Canal com Lusa

Ferreira do Alentejo, Beja, 20 out (Lusa) - A presidente do CDS-PP defendeu hoje que é preciso "apurar toda a verdade, doa a quem doer", e pedir todas as responsabilidades políticas sobre o caso do furto e da devolução de material militar dos paióis de Tancos.

"Neste ponto, só posso secundar o Presidente da República quando diz que é preciso apurar toda a verdade doa a quem doer", disse Assunção Cristas aos jornalistas, durante uma visita à herdade do maior produtor de uvas de mesa em Portugal, situada no concelho de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.

Segundo Assunção Cristas, "cada dia que passa, há mais alguma informação que vem a lume" sobre o caso de Tancos e, por isso, "o CDS-PP, em boa hora, propôs uma comissão parlamentar de inquérito para que seja descoberta toda a verdade em relação a Tancos, em relação ao furto e em relação depois ao que aconteceu a seguir ao furto e que levou à devolução das armas e do material".

"É por isso que na quarta-feira vamos ter a votação da comissão parlamentar de inquérito, espero que ela venha a ser naturalmente aprovada, que possa fazer um bom trabalho e apurar toda a verdade e todas as responsabilidades políticas", disse.

A líder do CDS-PP frisou que "há uma parte" do caso que "diz respeito aos tribunais, a parte do apuramento das responsabilidades jurídicas, penais, civis, etc." e "há outra parte, que é a política" e, nesta, "o CDS-PP esteve e estará na linha da frente para se descobrir o que aconteceu e pedir todas as responsabilidades políticas".

O furto do armamento dos paióis de Tancos foi noticiado em junho de 2017 e, quatro meses depois, foram recuperadas parte das armas.

Em setembro, a investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da Polícia Judiciária Militar e da GNR.

Na mesma altura, foi noticiada uma operação de encenação e encobrimento na operação, alegadamente organizada por elementos da Polícia Judiciária Militar, que dela terão dado conhecimento ao chefe de gabinete do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, o qual se demitiu há uma semana, sendo substituído por João Gomes Cravinho.

Na quarta-feira, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, também apresentou a demissão, tendo sido substituído pelo general José Nunes da Fonseca.

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