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FC Porto SAD cumpre novamente o acordo de Fair Play financeiro

| FC Porto
Porto Canal com fcporto.pt

A SAD do FC Porto apresentou nesta quinta-feira os Resultados Consolidados de 2017/18, cumprindo uma vez mais a meta de défice previsto no acordo de fair play financeiro estabelecido com a UEFA.

Depois de atingir nos dois primeiros exercícios um défice dentro do limite estabelecido no Settlement Agreement com a UEFA, assinado em junho de 2017 e válido por quatro anos, a SAD azul e branca perspetiva um “break-even” no exercício 2018/19, com resultado positivo de 11 milhões de euros.

“No próximo ano seria possível ter 10 milhões de euros negativos ou um máximo de 18 milhões negativos, porque conseguimos nos exercícios anteriores margens positivas de 5 e 3 milhões de euros, respetivamente. Porém, acreditamos que no próximo ano já estaremos num patamar positivo. Nesta projeção temos um objetivo claro: atingir os oitavos de final da Liga dos Campeões. Se tal acontecer, estamos à espera de um valor entre os 67 e os 70 milhões de euros”, explicou Fernando Gomes, administrador financeiro do FC Porto, durante a apresentação das contas.

O Resultado Líquido Consolidado situa-se nos 28,444 milhões negativos, o que representa uma melhoria de 6,871 milhões face ao período homólogo. No cálculo do “break-even” são descontados os custos referentes a atividades de desenvolvimento juvenil (formação), custos com amortizações, que não passes de jogadores, imposto sobre o rendimento e custos relacionados com o Settlement Agreement, entre outros de menor expressão. Descontando esse valor, que ascendeu a 11,3 milhões de euros, o “break-even” situa-se nos 17,2 milhões de euros negativos. “Como estávamos obrigados a um máximo de 20 milhões de euros negativos, cumprimos novamente, com alguma folga, o acordo com a UEFA. Estamos a cumprir o acordo e simultaneamente a manter a competitividade da equipa”, frisou Fernando Gomes.

O EBITDA (cash-flow operacional) apresenta novamente um valor positivo, alcançando os 27,921 milhões de euros, enquanto os Proveitos Operacionais, excluindo proveitos com passes, crescem 6,794 milhões de euros, atingindo os 105,792 milhões.

Os Custos Operacionais, excluindo custos com passes, cresceram em 11,838 milhões, surgindo como uma consequência natural do bom desempenho da equipa de futebol. “Tínhamos previsto reduzir os Custos com Pessoal e eles subiram por uma questão muito simples: como fomos campeões nacionais, tivemos de pagar prémios ao plantel e à equipa técnica. Isso representou um encargo adicional de 6 milhões de euros, mas ainda bem que o tivemos”, disse Fernando Gomes.

Por sua vez, o Capital Próprio consolidado atinge o valor negativo de 38,125 milhões, o que representa uma diminuição de 28,985 milhões, pela incorporação do resultado líquido obtido no período. “Esse valor não é preocupante porque as empresas de futebol não contabilizam os seus ativos da mesma forma que outras empresas. Quais são os nossos ativos principais? Os equipamentos e os jogadores. O valor desse património (jogadores) está num patamar irreal nas nossas contas.”

“Deixo-vos um exemplo: o André Silva estava no nosso balanço com um valor abaixo dos dois milhões de euros, mas foi vendido para o AC Milan por 38 milhões de euros. Essa forma de contabilização foi criada para evitar especulações por parte das SAD. Mas em termos absolutamente indiscutíveis, o nosso plantel vale mais que os 82 milhões de euros que apresentamos no balanço. Segundo o site Transfermarkt, muito respeitado, o valor do nosso plantel é no mínimo de 240 milhões de euros. Ou seja, na prática, os nossos capitais próprios não são negativos e as entidades financeiras com que trabalhamos sabem isso: a situação real é muito melhor que os resultados apresentados contabilisticamente”, concluiu Fernando Gomes.

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