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Epidemia de cólera mata cerca de 100 pessoas na Nigéria

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Uma epidemia de cólera matou quase 100 pessoas nas últimas duas semanas no nordeste da Nigéria, uma região devastada pelas ações do grupo extremista Boko Haram, informou este sábado a ONU.

Foram "3.126 casos identificados nos estados de Yobe e Borno", indicou um comunicado do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em Abuja, sublinhando que a epidemia já havia "matado 97 pessoas" nesses dois estados.

A epidemia foi declarada há duas semanas em Borno, epicentro da violência e onde centenas de milhares de pessoas vivem em campos de deslocados, tendo atingido agora o estado vizinho de Yobe, "onde 989 casos foram identificados a partir de 20 de setembro".

No início desta semana, a ONU anunciou que a doença matou mais de 500 pessoas em toda a bacia do lago Chade (Nigéria, Chade, Camarões e Níger) e que 27.000 pessoas contraíram cólera nas últimas semanas.

A estação chuvosa é propícia para a propagação da epidemia, que ressurge todos os anos quase sempre no mesmo período, em campos de deslocados internos ou em locais onde as condições sanitárias estão muito deterioradas.

A cólera é uma infeção diarreica aguda causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados. O seu tratamento é fácil, nomeadamente pela reidratação, mas pode matar em poucas horas por falta de tratamento.

Os confrontos entre o Boko Haram e o exército já mataram mais de 34 mil pessoas desde 2009 e cerca de 1,8 milhão de pessoas ainda não conseguiram voltar para as suas casas.

Segundo as organizações não-governamentais, 11 milhões de nigerianos precisam urgentemente de ajuda humanitária.

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