Info

Hóspedes e dormidas diminuem em julho e aumento dos proveitos totais desacelera

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 17 set (Lusa) - O número de hóspedes (2,2 milhões) e de dormidas (6,7 milhões) decresceram 2,1% e 2,8% em julho, respetivamente, na comparação homóloga, e com a subidas dos proveitos totais a desacelerar, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nos primeiros sete meses do ano, os hóspedes tinham aumentado 1,6%, enquanto as dormidas recuaram 0,3%.

Segundo a atividade turística de julho publicada hoje pelo INE, as dormidas de residentes cresceram 1,6%, num total de dois milhões (+3,3% em junho), enquanto as de não residentes decresceram 4,5% (-5,5% em junho) para 4,7 milhões.

No acumulado do ano, as dormidas quanto a turistas internos subiram 3,3% e relacionadas com internacionais teve uma queda de 1,6%.

Na análise às 15 principais origens dos turistas, o mercado britânico (21,1% do total das dormidas de não residentes) diminuiu 11,7% em julho e no acumulado do ano recuou 8,8%.

Os turistas de Espanha (11,1% do total) registaram uma queda de 5,9% (-1,3% desde o início do ano), enquanto da Alemanha (10,6% do total) houve um decréscimo de 1,6% (-2,7% nos primeiros sete meses).

Com origem em França (8,2% do total) houve uma diminuição de 5,9% em julho (-0,3% no acumulado do ano).

"Em julho, salientaram-se os crescimentos nos mercados canadiano (+48,5%; +18,7% no acumulado), norte-americano (+33,6%; +22% no acumulado) e brasileiro (+11,6%; 11,5% no acumulado).

Por regiões, o Norte e o Alentejo foram as únicas com acréscimos nas dormidas (+2% e 0,1%, respetivamente). Nos primeiros sete meses do ano, o INE destacou os crescimentos de 5,3% no Norte e 5% no Alentejo.

Em julho, as dormidas de residentes aumentaram na maioria das regiões, como no Algarve (+5,9%), enquanto a Madeira registou uma descida de 22,7%. Desde o início do ano, os aumentos que se destacaram surgiram nas regiões do Algarve (6,6%), Açores (5,3%) e Centro (5,2%), já na Madeira a diminuição de dormidas de residentes foi 6,7%.

Quanto a dormidas de não residentes, houve subidas apenas no Norte (+2%) e no Alentejo (+1,4%), segundo o INE, que registou descidas no Centro (-12,8%), Madeira e Algarve (-6,5% em abos). Entre janeiro e julho, destacaram-se as subidas o Alentejo (+13%) e no Norte (+7,1%).

A estada média (3,09 noites) reduziu-se em 0,6% devido a não residentes (-1,8%), já que os residentes mostraram uma subida de 2,6%.

A taxa-líquida de ocupação-cama (65,4%) recuou 2,3 pontos percentuais, segundo os dados de julho, que mostraram que os proveitos totais desaceleraram dois pontos percentuais para um aumento de 6%, atingindo 455,9 milhões de euros.

Os proveitos de aposento aumentaram 6,8% (+8,0% em junho), ascendendo a 351,2 milhões de euros.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 77,6 euros em julho, o que se traduziu num aumento de 5,6% (+7,5% em junho). O Algarve registou o RevPAR mais elevado (103,2 euros).

Em 2017, estima-se que o número de chegadas a Portugal de turistas internacionais tenha atingido 21,2 milhões, mais 16,6% em relação a 2016, segundo os resultados provisórios divulgados hoje.

PL // MSF

Lusa/fim

+ notícias: Economia

Governo revoga permissão de pesca de sardinha misturada com outras espécies

O Governo revogou hoje, invocando dificuldades na fiscalização, a permissão dada há um mês aos pescadores para manter a bordo sardinha -- cuja pesca está interdita -- misturada com outras espécies, até 1% do total das capturas a bordo.

Cinco maiores bancos em Portugal diminuem lucros em mais de 400 ME até setembro

Os cinco maiores bancos em Portugal contabilizaram lucros agregados de 983,1 milhões de euros até setembro deste ano, uma diminuição de 405,4 milhões de euros face ao registado no mesmo período de 2018.

Desigualdade salarial obriga portuguesas a trabalhar mais 54 dias do que os homens

Portugal mantém-se um país com “telhados e paredes de vidro” em matéria de igualdade salarial, onde as mulheres têm de trabalhar mais 54 dias para ganhar o mesmo ordenado de um homem, apesar da evolução positiva dos últimos anos.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.