Jornal Diário Jornal das 13

Câmara de Gondomar “muito preocupada” com "análises anómalas" na praia de Melres

Câmara de Gondomar “muito preocupada” com "análises anómalas" na praia de Melres
| Norte
Porto Canal com Lusa

A câmara de Gondomar assumiu hoje estar "muito preocupada" com "picos de análises anómalas" a águas da praia fluvial de Melres, mas garantiu que "não há razão para desaconselhar" o uso do areal nem os banhos.

"Registamos picos com análises anómalas nesta praia [fluvial], mas não temos capacidade para perceber quais as razões para esta situação [e] a praia de Melres não está desaconselhada. Estamos muito preocupados com esta questão e reafirmamos o alerta e o pedido de envolvimento de todas as entidades para perceber o que se passa", disse o vereador da câmara de Gondomar, Carlos Brás.

O autarca respondia à agência Lusa quando confrontado com um comunicado do PSD/CDS-PP, no qual esta coligação, que é oposição em Gondomar, acusava o executivo socialista de demonstrar "inoperância" quanto à interdição da praia de Melres, um dos três areais fluviais classificados neste concelho do distrito do Porto.

Na nota enviada à Lusa, o PSD/CDS-PP refere que "a praia de Melres, uma das ‘joias da coroa' do Alto Concelho de Gondomar, continua contaminada".

"Foram, continuamente, e naqueles órgãos [câmara e assembleia municipal], solicitadas diligências, estudos e um acompanhamento desta situação, sem que tenha existido qualquer resultado nem tenham sido identificadas, de forma concreta, quais as entidades responsáveis pelo foco de poluição que atinge a praia de Melres", lê-se no comunicado do PSD/CDS-PP.

Questionada a autarquia liderada em maioria pelo PS, o vereador Carlos Brás garantiu que a praia pode ser usada, ainda que confirmando os "picos" e salientando "preocupação", e avançou que a câmara vai "insistir com as autoridades que tutelam a Via Navegável do Douro para que a monitorização seja mais apertada".

"De vez em quando esta situação acontece infelizmente. Também já aconteceu na Lomba e em Zebreiros [praias fluviais de Gondomar]. Não encontramos coerência nas análises. Não se pode ignorar que, nesta época do ano, há maior carga humana e carga fluvial no rio devido ao turismo, mas a ação não depende só de Gondomar", afirmou o autarca.

Carlos Brás contou à Lusa que em março reuniu com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e que da reunião ficou o compromisso de que todas as entidades com responsabilidades na Via Navegável do Douro, desde os agentes ambientais às várias câmaras municipais e responsáveis portuários, seriam envolvidas numa discussão sobre o tema.

"Não temos ‘feedback’ desse compromisso e reiteramos a necessidade de reunir todas as entidades", disse.

Contactada pela Lusa, a APA remeteu esclarecimentos para a próxima semana.

+ notícias: Norte

Hospital de São João quer aproveitar projeto antigo para novo Centro Pediátrico

O Centro Hospitalar de São João, no Porto, está a "auscultar os serviços jurídicos" sobre a possibilidade de poder aproveitar o projeto existente para a construção do novo Centro Pediátrico, anunciou hoje o presidente da administração daquele hospital.

Ministério Público está a investigar o caso dos dois doentes em isolamento numa instituição em Bragança

O Ministério Público está a investigar o caso dos dois doentes que estão em isolamento há vários anos numa instituição em Bragança. O caso foi denunciado pelo Porto canal há dois meses. Depois disso, quase nada foi feito apesar da própria instituição pedir mais formação para lidar com os doentes, as entidades responsáveis continuam a dizer que os utentes vivem em condições adequadas.

100 semáforos geridos pela Metro do Porto em Matosinhos não têm sinal sonoro

Há 100 semáforos geridos pela Metro do Porto no concelho de Matosinhos que não têm avisos sonoros. A funcionalidade vai começar a ser instalada, uma vez que os sinais sonoros são indispensáveis para os invisuais.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.