Info

Anadarko vai despender 2,5 mil milhões de dólares em contratos com empresas moçambicanas

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Cabo Delgado, Moçambique, 10 ago (Lusa) - A multinacional Anadarko vai despender 2,5 mil milhões de dólares em contratos com pequenas e médias empresas moçambicanas ou registadas no país durante a construção da primeira instalação de gás natural em Moçambique, anunciou hoje o vice-presidente da empresa.

"Nós temos como compromisso apoiar as pequenas e médias empresas moçambicanas para que atingiam padrões internacionais e aproveitem as oportunidades com a exploração de gás", disse Mitchel W.Igram, durante um seminário sobre oportunidades locais na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

O montante será despendido durante o processo de construção de instalações para exploração, incluindo uma nova vila para reassentamentos, num período de cinco anos, no âmbito da exploração do gás natural encontrado nas profundezas da crosta terrestre, sob o fundo do mar, na designada Área 1, onde se estima que tenha cerca de 75 triliões de pés cúbicos de gás natural recuperável.

Dos 2,5 mil milhões de dólares (2,18 mil milhões de euros), dos quais 850 milhões (743 milhões de euros) já foram gastos e 1,5 mil milhões (1,31 mil milhões de euros) serão gastos especialmente com empresas locais, segundo a informação avançada pelo vice-presidente da multinacional norte-americana.

A certificação é apontada como o principal desafio das empresas moçambicanas nas oportunidades que advêm da exploração de recursos minerais pelas multinacionais, mas a Anadarko garante que vai apoiar o tecido empresarial do país neste ponto.

"Nós faremos o que for preciso para evitar que a questão da certificação seja um bloqueio para as empresas moçambicanas. Começaremos agora, providenciando fundos para o treinamento necessário, incluindo através de eventos que visam acompanhar o empresariado moçambicano", garantiu o vice-presidente da Anadarko.

As questões ligadas ao reassentamento das populações de Afungi, onde será construída a instalação em terra, também estão a ser acauteladas e espera-se que perto de 560 agregados familiares sejam transferidos, "respeitando os seus direitos".

O plano de desenvolvimento da Anadarko para exploração de gás natural em Moçambique, que já foi aprovado pelo Governo, comporta um investimento de 30 mil milhões de dólares (mais de 26 mil milhões de euros), podendo gerar para o Estado no geral perto de 52 mil milhões de dólares (mais de 45 mil milhões de euros), em receitas médias de 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) por ano a partir de 2025, segundo dados oficiais.

A Anadarko, que já emprega perto de dois mil moçambicanos na fase inicial do projeto e espera atingir 5 mil, lidera o grupo de empresas que vai explorar o gás natural encontrado a 40 quilómetros ao largo da província de Cabo Delgado, extremo norte de Moçambique - na fronteira com a Tanzânia.

O investimento, um dos maiores de sempre em Moçambique, ainda não tem data para avançar, mas o consórcio está a realizar diversos trabalhos associados para que, logo que haja decisão final de investimento, prevista para o primeiro trimestre de 2019, a construção avance rapidamente.

Depois de extraído, através de perfurações, o gás será encaminhado por gasodutos para a zona industrial a construir em terra, na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios cargueiros com contentores especiais para exportação.

EYAC // VM

Lusa/Fim

+ notícias: Mundo

Número de mortos contabilizados por Moçambique devido ao ciclone sobe para 417

O número de mortos contabilizados por Moçambique, devido ao ciclone Idai, subiu este sábado para 417, anunciaram hoje as autoridades.

Forças Democráticas Sírias anunciam fim do "califado" do Estado Islâmico na Síria

As Forças Democráticas Sírias anunciaram este sábado que o "califado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi totalmente eliminado, após combates em Bagouz, o último reduto 'jihadista' na Síria.

PJ de Macau desmantela rede que lucrou 35,1 ME com negócio da prostituição desde 2017

As autoridades de Macau detiveram 13 membros de um grupo suspeito de lenocínio e associação criminosa que a Polícia Judiciária (PJ) acredita ter obtido, desde 2017, 313 milhões de dólares de Hong Kong (35,1 milhões de euros).

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.