Info

Incêndios: Quase 700 pessoas em Monchique receberam apoio social

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 10 ago (Lusa) -- As equipas da Segurança Social prestaram apoio a quase 700 pessoas afetadas pelo incêndio na zona de Monchique (Algarve), que lavrou durante uma semana e que está dominado desde as 08:30 de hoje.

Em comunicado, o Instituto de Segurança Social explica que este apoio visa garantir a resposta de emergência ao nível da alimentação, agasalhos, alojamento temporário, entre outras necessidades, às pessoas e famílias afetadas pelo incêndio.

"Na sequência da ativação do Plano Municipal de Emergência, em virtude do incêndio que deflagrou em Monchique na sexta-feira, 3 de agosto, o Instituto da Segurança Social assegura, desde a primeira hora, a permanência de equipas de técnicos para prestarem apoio social de emergência nos concelhos sinalizados com maiores necessidades", refere o instituto.

Ao longo destes dias, a Segurança Social, em articulação com o respetivo Serviço Municipal de Proteção Civil, assegurou a instalação e gestão de um total de nove zonas de concentração e apoio às populações nas localidades de Monchique (3), Portimão (1), Vila do Bispo (2), Silves (2) e Odemira (1), onde disponibilizou apoio social direto, de emergência, às populações.

No apoio às populações têm estado envolvidos 65 técnicos, com uma média de permanência de 18 técnicos no terreno, em articulação com as autarquias e demais parceiros.

Até ao final da manhã de hoje, adianta o Instituto da Segurança Social (ISS), estão disponíveis quatro zonas de concentração e apoio às populações nas localidades de Monchique e Vila do Bispo, onde permanecem acolhidas 37 pessoas.

Segundo o ISS, além das pessoas acolhidas, há mais 12 pessoas com mobilidade reduzida em estruturas residenciais para pessoas idosas (lares de idosos), pelo que as equipas da Segurança Social estão a avaliar a situação dos agregados familiares para regresso às suas habitações em segurança ou para outra resposta.

Quando o incêndio for declarado extinto, acrescenta o ISS, a Segurança Social irá proceder ao levantamento de necessidades e perdas junto das populações, assegurando o apoio social de proximidade às vítimas dos incêndios, com maior incidência nos concelhos mais afetados.

Este acompanhamento contempla atendimento permanente, avaliação diagnóstica das necessidades, dos danos e das perdas, acompanhamento regular para as situações sinalizadas, avaliação e atribuição de subsídios e prestações sociais e familiares, com apoio no preenchimento de requerimentos e encaminhamento e articulação interinstitucional no âmbito da rede local de intervenção.

O ISS acrescenta que o trabalho de proximidade permitirá ainda ativar os recursos necessários ao nível social, e de encaminhamento ao nível da saúde e de outros, para suportar as pessoas e as famílias no processo de recuperação pós-incêndio.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado hoje de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas já consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

GC // PMC

Lusa/Fim

+ notícias: País

Jovem de 23 anos morre soterrada em derrocada que atingiu restaurante na Madeira

Uma mulher de 23 anos morreu este sábado na Calheta, na Madeira, na derrocada que atingiu um restaurante, confirmaram os bombeiros à agência Lusa.

IGAI abre inquérito à atuação da GNR na captura de suspeitos de tráfico de droga

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um inquérito para investigar a atuação de militares da GNR durante a captura de suspeitos de tráfico de droga na Auto Estrada 29, indicou este sábado à Lusa a Guarda Nacional Republicana.

Grupo de cidadãos 'luta' por alargamento da licença de maternidade

Um grupo de cidadãos quer levar ao Parlamento uma proposta de alteração à lei que permita alargar a licença de maternidade paga a 100 por cento até aos seis meses de vida da criança. A ideia é que as mães possam amamentar os filhos durante meio ano, como recomenda a Organização Mundial de Saúde, sem as complicações do regresso ao trabalho.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.