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Incêndios: Mudança de comando em Monchique é "execução do que está planeado" - Costa

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 08 ago (Lusa) - O primeiro-ministro, António Costa, rejeitou hoje que a passagem de comando para um nível nacional no incêndio de Monchique signifique "embaraço, desconfiança ou sanção", explicando que se trata da "execução do que está planeado".

Durante o balanço da resposta operacional e das medidas adotadas pelas várias entidades na sequência da onda de calor registada nos últimos dias, que decorreu na Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, António Costa foi questionado pelos jornalistas sobre a decisão de terça-feira de passar a coordenação do fogo de Monchique para o comandante nacional.

"Não constitui embaraço nenhum. Constitui a execução daquilo que está planeado. Em função do tipo de ocorrência, o escalão de comando vai variando", justificou, uma explicação na mesma linha da que tinha sido dada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.

De acordo com o chefe do executivo - que hoje falou publicamente pela primeira vez sobre o incêndio de Monchique, que lavra desde sexta-feira - é esta mudança de escalão que "tem vindo a acontecer, infelizmente, porque significa que o combate não tem estado a produzir os resultados" que todos desejam e, portanto, "o incêndio tem vindo a aumentar e ainda não está contido".

"É só isso que significa, não significa nenhum tipo de embaraço, nem desconfiança, nem de sanção, relativamente a quem quer que seja. É aquilo que está previsto no plano do nosso sistema de gestão de ocorrências", garantiu.

Hoje de manhã, a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, manifestou-se perplexa com a duração do incêndio em Monchique, que lavra há seis dias, questionando o tempo que o comando nacional levou a assumir o seu combate.

Na terça-feira, a Proteção Civil assegurou que a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional é "normal" e está prevista no sistema, rejeitando qualquer ideia de "rotura".

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou nesse mesmo dia que o combate ao incêndio iria passar a ter um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil.

Até esse momento, as operações em Monchique estavam a cargo do comandante operacional distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, que, inclusive, fazia os dois 'briefings' diários com a comunicação social.

JF (MLS/JPC/ACL) // VAM

Lusa/fim

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