Info

Incêndios: Cristas questiona tempo que comando nacional demorou a assumir Monchique

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 08 ago (Lusa) - A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, manifestou-se hoje perplexa com a duração do incêndio em Monchique, que lavra há seis dias, questionando o tempo que o comando nacional levou a assumir o seu combate.

"Ficamos perplexos. Como é que há um incêndio a lavrar há seis dias sem ainda estar totalmente dominado?", questionou Assunção Cristas.

Numa conferência de imprensa na sede nacional do CDS, em Lisboa, após reunir a comissão executiva do partido, a líder centrista disse não querer "fazer comentários em excesso" sobre um incêndio ainda por dominar, mas sublinhou que "o Governo tem estado ausente" e deixou questões.

"Porque é que demorou cinco dias para que este incêndio tenha sido assumido pelo comando nacional?", interrogou-se, sempre dizendo que não deve haver muito "ruído político" neste momento sobre aquele incêndio.

Assunção Cristas apontou que no "Algarve se concentraram muitos esforços, precisamente por se saber que era uma zona de risco", apontada pelos especialistas, e que o primeiro-ministro deu garantias de que "estava tudo preparado".

"Esses esforços não foram capazes de impedir que um incêndio esteja a lavrar por seis dias neste momento", vincou.

Deixando uma "palavra de solidariedade" a quem combate o incêndio, Assunção Cristas esclareceu que não visitará a zona, apesar de regressar hoje ao Algarve, retomando as suas férias.

"Não faz sentido estar a ir para o teatro das operações enquanto as operações estão em curso, sempre o dissemos e sempre o fizemos. No ano passado, fui ao terreno quando o incêndio ficou extinto", respondeu, quando questionada sobre uma eventual deslocação.

A presidente do CDS sublinhou que, "coisa diversa, é pedir explicações ao Governo em funções e responsável pelo que se está a passar": "Não precisa de ser no local, se calhar nem deve ser no local, mas deve ser no sítio próprio".

"Naturalmente, a seu tempo, procuraremos perceber porque é que as coisas não funcionaram como era suposto ou como todos desejaríamos, certamente, no Algarve", afirmou.

A reunião da comissão executiva do partido foi convocada, de acordo com Assunção Cristas, devido à situação vivida nos serviços públicos, designadamente no Serviço Nacional de Saúde e nos serviços de transportes públicos, como os comboios.

ACL // ZO

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Só 17% dos portugueses diz ser "extremamente provável" ir votar nas eleições Europeias

Apenas 17% dos portugueses considera ser extremamente provável ir às urnas nas próximas eleições europeias, a terceira percentagem mais baixa na União Europeia (UE), revela o Eurobarómetro publicado hoje pelo Parlamento Europeu (PE).

António Costa nega ter fechado acordo com algum partido sobre Lei de Bases da Saúde

O primeiro-ministro negou hoje que o Governo tenha fechado um acordo com alguma força política sobre a nova Lei de Bases da Saúde e salientou que nesta fase do processo legislativo cabe ao parlamento a decisão.

Atualizado 26-04-2019 11:10

Presidente da Câmara da Maia mostra-se tranquilo e diz que confia na Justiça

O autarca da Câmara Municipal da Maia diz estar tranquilo com a ação interposta pela oposição e que culminou com a perda de mandato. António Silva Tiago mantem-se em funções até que seja decidido o recurso.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.