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PAN questiona Governo sobre atraso de plano de prevenção na zona do fogo de Monchique

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 07 ago (Lusa) -- O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) questionou hoje o Governo sobre os atrasos na aprovação do projeto na zona de intervenção florestal da Perna Negra, Monchique, zona onde há cinco dias lavra um incêndio.

O PAN solidariza-se também, em comunicado, com a autarquia de Monchique (distrito de Faro), "bombeiros e bombeiras" a combater os fogos, assim como associações e grupos de cidadãos que "procuram salvaguardar a população, lamentando os feridos, as perdas destas populações, os animais de companhia, de pecuária e selvagens desaparecidos e feridos".

O partido, que tem um deputado eleito no parlamento, questionou ainda o executivo sobre a notícia do Público de hoje, segundo a qual a Associação do Barlavento Algarvio está a aguardar há sete meses a aprovação de um projeto para a zona de intervenção florestal da Perna Negra pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que prevê um plano de prevenção e combate a incêndios, incluindo pontos de água, aceiros e caminhos de acesso.

"O PAN quer saber qual a justificação para o atraso na aprovação do projeto de gestão florestal da Zona de Intervenção Florestal Perna Negra, por parte do ICNF", lê-se no comunicado.

O incêndio na serra de Monchique deflagrou na sexta-feira e chegou a atingir os concelhos de Silves (também no distrito de Faro, no Algarve) e Odemira, no distrito de Beja, já no Alentejo.

Há 29 feridos ligeiros e um grave e, na segunda-feira, as autoridades indicaram que o fogo tinha já queimado uma área de 15.000 a 20.000 hectares.

O ministro da Administração Interna disse hoje que não existe nenhum plano de prevenção e combate de incêndios "pendente para aprovação" por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Floresta referente à zona de Monchique.

"A indicação que tenho do [ministério da] Agricultura é que não existe nenhum plano pendente para aprovação", afirmou o ministro Eduardo Cabrita, adiantando que o Ministério da Agricultura vai, ainda hoje, prestar esclarecimentos sobre o assunto.

NS (GC/CC) // ZO

Lusa/fim

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