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Ministro nega estar pendente plano de prevenção e combate para Algarve

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 07 ago (Lusa) -- O ministro da Administração Interna disse hoje que não existe nenhum plano de prevenção e combate de incêndios "pendente para aprovação" por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Floresta referente à zona de Monchique.

Segundo o jornal Público, o projeto para a Zona de Intervenção Florestal da Perna da Negra, onde na sexta-feira começou o incêndio que ainda lavra em Monchique, Algarve, prevê a criação de pontos de água, aceiros e caminhos de acesso para combate ao fogo na serra.

"A indicação que tenho do [ministério da] Agricultura é que não existe nenhum plano pendente para aprovação", afirmou Eduardo Cabrita, adiantando que o Ministério da Agricultura vai, ainda hoje, prestar esclarecimentos sobre o assunto.

Os produtores florestais do Barlavento Algarvio dizem que estão há meses à espera de aprovação, por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF), do plano de prevenção e combate a incêndios que abrange a zona onde começaram as chamas em Monchique.

A falta destas acessibilidades foi um dos problemas enfrentados pelos bombeiros na luta contra os mais recentes incêndios na região.

"Há mais de um ano que todos sabem que Monchique estava no topo da lista das zonas com maior risco de incêndios florestais. Há mais de um ano que todos sabem que a serra de Monchique era a próxima a arder", disse ao Público Emílio Vidigal, presidente da Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio (Aspaflobal).

O responsável lembra ainda que, há cerca de sete meses, os produtores enviaram para o ICNF um plano estruturante para a Zona de Intervenção Florestal de Perna da Negra [gerida pela Aspaflobal] e nada foi feito.

"Está tudo embrulhado na burocracia, só nos fazem perguntas de lana caprina e nada avança", afirmou o presidente da associação que representa cerca de 500 produtores florestais do Barlavento algarvio.

O incêndio de Monchique, distrito de Faro, deflagrou na passada sexta-feira, já provocou pelo menos 29 feridos e obrigou à evacuação de diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

GC/(SO) // PMC

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