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PGR preocupada com criminalidade violenta associada ao caso Hells Angels

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 13 jul (Lusa) -- A procuradora-geral da República (PGR) considerou hoje que o tipo de criminalidade do processo Hells Angels, com conexões internacionais e ligações a outras redes de criminalidade, deve "preocupar toda a gente" e não apenas as autoridades judiciárias.

Joana Marques Vidal falava aos jornalistas no final da sessão solene de encerramento do 33º Curso de Formação de Magistrados Judiciais e do Ministério Público (MP), que decorreu no Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa.

Questionada sobre se estava preocupada com a criminalidade que resulta do caso Hells Angels, que levou à detenção de 59 pessoas, a PGR admitiu que sim, acrescentando que essa preocupação deve ser de "toda a gente", pois trata-se de criminalidade violenta, com conexões internacionais e que funciona em redes que "têm interconexão entre si".

"É sem dúvida uma criminalidade que preocupa toda a gente", disse Joana Marques Vidal, observando que a criminalidade violenta é uma "realidade que sobrevive" e que não se esgota no fenómeno do caso Hells Angels.

A PGR falou ainda da importância de lutar contra este tipo de criminalidade violenta e de atuar de forma preventiva.

Cinquenta e oito dos 59 arguidos do processo Hells Angels foram ouvidos na noite de quinta-feira e madrugada de hoje pelo Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa, tendo o último grupo sido identificado às 06:30 de hoje, segundo fonte judicial.

Os 58 arguidos começaram a ser identificados a partir da meia noite, inicialmente em grupos de oito e depois, cerca das 05:30, foi ouvido o último grupo de 23.

Quatro dos 59 elementos dos Hells Angels foram detidos em flagrante por posse de arma de fogo.

O grupo Hells Angels existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

Os atos violentos ocorridos em março no Prior Velho, Loures, que envolveram dois grupos rivais de motards, Hells Angels e Red&Gold, e que fizeram seis feridos, dos quais três graves, foi a primeira manifestação mais violenta da organização que levou a PJ a agir.

A operação policial de desmantelamento do grupo também teve em conta a realização, de 19 a 22 julho, do encontro anual de motards em Faro, onde poderiam ocorrer novamente confrontos entre os dois grupos.

Segundo a PJ, 58 elementos foram detidos em Portugal e um na Alemanha, através de um mandado de detenção europeu.

FC (FP/CC) // PMC

Lusa/Fim

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