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Greve de técnicos de diagnóstico com adesão "superior a 90%" no Norte

| Norte
Porto Canal com Lusa

A adesão à greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica nos hospitais da região Norte é “superior a 90%” e alguns serviços, como análises clínicas, “estão a funcionar apenas com os serviços mínimos”, disse esta sexta-feira fonte sindical.

Atualizado 13-07-2018 15:41

“Temos ainda pouco dados [relativos ao turno da manhã], mas a adesão à greve é superior a 90% na região Norte”, afirmou Alexandra Costa, do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, adiantando que nos hospitais de Santo António e São João, no Porto, “as análises clínicas, a radiologia e a farmácia estão a funcionar apenas com os serviços mínimos”.

Segundo a responsável, a greve está também a ter “bastante impacto” no serviço de fisioterapia destes dos centros hospitalares do Porto, contudo, "ainda não há dados concretos sobre a adesão".

Relativamente ao Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, Alexandra Costa referiu que “há impacto” no serviço de análises clínicas, mas o sindicato ainda não dispõe de dados concretos.

“Vai-se manter uma grande adesão” à greve na região Norte, sublinhou Alexandra Costa, recordando a paralisação de 22 junho que, de acordo com o sindicato, “rondou os 95%”.

Técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram hoje às 00:00 uma greve de 24 horas reclamando uma revisão da carreira e questões ligadas à tabela salarial e à progressão na carreira.

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica, Luís Dupont, representantes dos trabalhadores estiveram reunidos este mês com o Ministério da Saúde, mas não houve apresentação de qualquer proposta concreta para responder às reivindicações dos profissionais.

Os profissionais estão também, desde o dia 01 de julho, a cumprir greve ao trabalho prestado além do período normal de trabalho.

Os quatro sindicatos que convocam a paralisação nacional de hoje exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e ainda outras matérias que respeitam às transições para nova carreira e ao sistema de avaliação, bem como à contagem do tempo de serviço.

Os sindicatos recordam que aguardam uma revisão da carreira há largos anos e que não aceitam que “o Governo inviabilize uma retoma das negociações” e prolongo uma “injustiça que se arrasta há 18 anos”.

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