Info

Entidades que operam no aeroporto de Lisboa comprometem-se a "mitigar" congestionamento

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 12 jul (Lusa) -- O Governo adiantou hoje que as principais entidades que operam no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, comprometeram-se a desenvolver um conjunto de medidas para mitigar o congestionamento da infraestrutura.

O compromisso foi hoje assumido pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), pela ANA -- Aeroportos de Portugal, pela Navegação Aérea de Portugal (NAV) e pela TAP, durante uma reunião convocada pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

De acordo com o ministério, as entidades envolvidas comprometeram-se "de imediato" a melhorar a articulação operacional dos diversos intervenientes, o procedimento de descolagem, a informação antecipada sobre eventuais perturbações, a agilização dos processos de licenciamento e certificação de pilotos e o reforço do pessoal de apoio nas zonas de maior fluxo de passageiros.

Adicionalmente, prometeram reforçar os equipamentos, como autocarros e reboques, melhorar o planeamento e gestão de pessoal e equipamentos de reserva, bem como a disponibilizar o sistema de navegação para aterragem em operações de baixa visibilidade (ILS), na pista 03, no final do terceiro trimestre.

"As mesmas entidades vão igualmente realizar, quinzenalmente, reuniões de monitorização da atividade aeroportuária, estendendo a outras entidades os processos de coordenação", lê-se no documento.

O compromisso anunciado hoje surge numa altura em que o aeroporto de Lisboa tem sido palco de cancelamentos e atrasos de voos.

No início de julho, no parlamento, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que a TAP está a "sofrer dores de crescimento" e a responder a ineficiências operacionais, nomeadamente através da alteração do "processo de instrução" dos pilotos.

O ministro informou que a transportadora criou uma estrutura interna para gerir os cancelamentos de voos e que a Comissão Executiva da empresa já transmitiu ao Governo que "espera estabilizar significativamente a operação".

Pedro Marques citou ainda dados do Eurocontrol, segundo os quais metade dos atrasos se devem à posição geográfica periférica de Portugal e lembrou os registos de mau tempo, greves e questões laborais em várias companhias.

Além das queixas na página da TAP na rede social Facebook sobre atrasos e cancelamentos, uma passageira pormenorizou, na altura, à Lusa que passageiros de Barcelona (Espanha) estavam a "fazer escalas entre Bélgica e outros países da Europa, entre uma a duas, com o risco de ficarem presos numa das escalas por voos uma vez mais cancelados".

Sobre este assunto, a TAP informou que, em alguns casos, recorre a voos de parceiros através de outros aeroportos europeus para fazer face ao tráfego da época de férias e aos constrangimentos do aeroporto e controlo de tráfego aéreo em Lisboa.

No final de junho, a Lusa contou mais de 50 cancelamentos nos aeroportos de Lisboa e do Porto, depois de o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), Fernando Henriques, ter informado que no fim de semana de 23 e 24 de junho a TAP tinha tido "mais de 70 cancelamentos".

Nessa altura, a companhia lamentou os cancelamentos registados na noite de 25 de junho na Madeira e no Porto, enumerando "contingências imponderáveis", como mau tempo, obras e greve.

PE (PL/AMB) // CSJ

Lusa/fim

+ notícias: Economia

Professores com horários incompletos contestam "anarquia" nos descontos para a Segurança Social

Dezena e meia de professores contratados com horários incompletos manifestaram-se este sábado no Porto, afirmando-se “lesados” nos descontos para a Segurança Social e acusando o Governo de “ignorar a arbitrariedade e anarquia total” da sua situação contributiva.

BE quer transportes públicos gratuitos para crianças até aos 12 anos

O Bloco de Esquerda quer que todas as crianças até aos 12 anos tenham acesso gratuito aos transportes públicos e que sejam alocadas verbas do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos para o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART).

Quem arrendar quartos de habitação própria vai perder desconto IMT

Quem comprou casa há menos de seis anos e decidiu arrendar a casa na totalidade ou apenas um quarto vai ter que devolver ao Fisco o benefício que recebeu na hora de pagar o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis. Os montantes variam conforme o valor do imóvel e tipo de arrendamento.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.