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Grupo de Lobo D'Ávila apela ao CDS que renuncie ao "despesismo" na Câmara de Lisboa

| Política
Porto Canal com Lusa

Redação, 12 jul (Lusa) - O porta-voz do grupo "Juntos pelo Futuro", liderado por Filipe Lobo D'Ávila, apelou hoje ao CDS que renuncie a cargos e benefícios na Câmara de Lisboa e denuncie o "escandaloso despesismo" que envolve todos os partidos.

"Tanto na Câmara, incluindo os vereadores sem pelouro, como na Assembleia Municipal de Lisboa, todos os partidos têm sido coniventes de uma situação sem paralelo com outras autarquias, de um despesismo escandaloso", disse à Lusa Raúl de Almeida.

O porta-voz do grupo que tem encabeçado listas ao Conselho Nacional alternativas a Assunção Cristas nos dois últimos congressos centristas, fala numa profusão de "cargos políticos" e de benefícios como carros e motoristas à disposição dos gabinetes na autarquia em que a líder do CDS foi eleita vereadora, alcançando 21% dos votos nas eleições de outubro de 2017.

"Seria um bom princípio se o CDS renunciasse a esses cargos, a esse despesismo, e saísse desse pacto de silêncio, contribuindo para a credibilidade e transparência da vida pública", defendeu Raúl de Almeida.

Esta posição foi decidida numa reunião e jantar de "reflexão e encontro" que decorreu na quarta-feira à noite no Porto, cidade e distrito "símbolo da liberdade dos militantes" centristas, onde as listas apoiadas pela líder do partido perderam recentemente as eleições para a concelhia e a distrital.

Sobre este último ato eleitoral, Raúl de Almeida apontou que "já lá vai muito tempo sem um pedido de desculpa de Assunção Cristas pelas ingerências das pessoas que a acompanham na direção, que impediram a Juventude Popular e a FTDC [Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos] de votar".

Em causa está sobretudo o comportamento do presidente da assembleia distrital, Henrique Campos Cunha, que é simultaneamente membro de um órgão nacional do partido, o Conselho e Fiscalização.

"Assunção Cristas tem-se escudado no processo que decorre no Conselho de Jurisdição. Esse é um plano de justiça, coisa diferente é a confiança política. Se Assunção Cristas não retira a confiança política a Henrique Campos Cunha está a dizer que avaliza esses comportamentos", sustentou.

De acordo com Raúl Almeida, a líder do CDS deve agir dentro do partido tal como exige que o primeiro-ministro atue no Governo do país.

O antigo deputado sublinha que, além das questões relacionadas com as eleições da distrital portuense, Henrique Campos Cunha é candidato às eleições na concelhia de Valongo, nas quais é previsível a existência de duas listas, e marcou eleições para "uma quarta-feira, entre as 16:00 e as 18:00, quando os militantes estão a trabalhar".

"Como se não bastasse, o domicílio de Henrique Campos Cunha é a morada onde devem ser entregues as listas, o que é altamente irregular e altamente suspeito, dado o comportamento que teve nas eleições para a distrital, e não nos oferece qualquer confiança", sustentou.

ACL // ZO

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