Jornal Diário Jornal das 13

Estado investe 103 mil euros para reabrir Centro Educativo em Vila do Conde

| Norte
Porto Canal com Lusa

O Estado investiu 103 mil euros para reabrir o Centro Educativo de Santa Clara, em Vila do Conde, que este ano voltou acolher jovens institucionalizados, algo que não acontecia desde 2014, quando fechou portas.

Atualizado 11-07-2018 11:29

Nesse ano, e fruto de um diferendo na pareceria público-privada que fazia a gestão do centro, foi ordenado o encerramento do equipamento, forçando a transferência dos cerca de 40 jovens que aí residam para outros centros do país.

Hoje, na cerimónia de oficialização da reabertura do equipamento, que já acolhe utentes desde o início do ano, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, responsável pela tutela do equipamento, frisou a importância do funcionamento do centro na região Norte.

"Era uma pena um equipamento como este estar desaproveitado. O ministério da Justiça tinha muito interesse em que reabrisse e é uma satisfação poder dar a estes jovens uma maior proximidade com as famílias, proporcionado que o façam neste local, com todas as condições para a sua reeducação", disse a governante.

Francisca Van Dunem, não quis apelidar de "erro" o funcionamento do centro no anterior modelo de parceira público-privada, preferindo abordar o presente.

"Consideramos que temos capacidade para fazer isto sozinhos. As parecerias público-privadas têm que ver com as dificuldades do Estado em empreender, sozinho, certos programas, mas, neste contexto, sentimos que temos capacidade para isto", vincou a ministra da Justiça.

A governante lembrou que, "depois de um pico de jovens institucionalizados, em 2012, a tendência está inverter-se desde 2016", considerando que "este tipo de espaços já não precisam de ter tanta capacidade".

Neste momento, o Centro Educativo de Santa Clara acolhe 19 jovens, com idades compreendidas entres os 14 e os 19 anos, mas tem capacidade para chegar aos 24 utentes, tendo como objetivo a sua reeducação e reinserção na sociedade.

"Fazemos um trabalho de proximidade e afeto com um principio base: A reinserção treina-se cá dentro e experimenta-se lá fora", partilhou o diretor do centro, Jorge Simões.

Para tal, o responsável vincou que a oferta formativa e as experiências laborais e de voluntariado para os jovens que frequentam o centro têm vindo a crescer, embora reconhecendo que há sempre difculdades.

"Nem sempre é fácil ganhar a confiança deles. São jovens que já foram maltratados pela vida e queremos ser um facilitador de oportunidades e não uns castigadores", concluiu Jorge Simões.

Depois de quatro anos sem funcionar, os responsáveis deste centro estão, paulatinamente, a dotá-lo de todas as condições para poder ser uma referência a nível nacional, tendo uma capacidade total para receber 54 utentes.

+ notícias: Norte

"Escaravelho" do castanheiro ameaça produção de castanha em freguesia de Valpaços

Os produtores de castanha continuam preocupados com as pragas nos castanheiros. Na zona de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, que é conhecida como a capital da castanha judia, as atenções centram-se numa praga conhecida como "escaravelho" do castanheiro que seca a árvore e destrói a produção.

Rui Moreira diz que urgente realojar restantes moradores do bairro do Aleixo

Rui Moreira explicou na reunião diz que a decisão de urgência de realojar todos os moradores das três restantes torres do bairro do Aleixo deveu-se à queda inesperada de partes das fachadas dos edifícios. O autarca do Porto adiantou no entanto que pelo menos para já não pretende extinguir o fundo criado em 2009 para resolver o problema do bairro.

Escolas do Norte do país encerradas devido a falta de funcionários

Uma escola em Braga e outra na Póvoa de Varzim não abriram, esta segunda-feira, devido a falta de funcionários. A carência de auxiliares é um dos problemas que está a marcar o arranque do ano letivo, bem como os protestos dos professores e pelos atrasos na entrega dos manuais escolares.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.