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CDS denuncia situação "particularmente grave" nas unidades de saúde do Interior

| Política
Porto Canal com Lusa

Covilhã, Castelo Branco, 06 jul (Lusa) - O CDS denunciou hoje a situação "particularmente grave" que se vive nas unidades de saúde do Interior pela passagem às 35 horas de trabalho e exigiu que o Governo adote medidas para atenuar os efeitos de uma "decisão irresponsável".

"A partir do momento em que o Governo avançou para as 35 horas tem que garantir que essas 35 horas não se repercutem no serviço que é prestado às populações e no Interior aquilo que está a acontecer é exatamente o contrário. Não se trata aqui de pedir a demissão do ministro, trata-se aqui de pedir camas, enfermeiros, médicos e profissionais de saúde para colmatar a decisão do Governo", disse o vice-presidente do CDS Adolfo Mesquita Nunes.

Este responsável falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde hoje realizou uma conferência de imprensa para denunciar a "grave situação" que se vive nas unidades de saúde dos distritos da Guarda e de Castelo Branco.

Acompanhado pelos presidentes das distritais do CDS da Guarda e de Castelo Branco, Adolfo Mesquita Nunes classificou de "irresponsável" a decisão do Governo e sublinhou que as "consequências estão à vista".

Frisou que na Guarda já foram encerradas camas e unidades, que na Covilhã há serviços a entrarem em colapso e que em Castelo Branco a bolsa de recrutamento só foi aberta na quinta-feira, pelo que terá de se "esperar vários meses para que se possam colmatar as falhas".

"Temos 35 horas, mas não temos nem médicos, nem enfermeiros, nem camas e isto para o Interior é particularmente mais grave", acrescentou.

O líder centrista garantiu que não estão em causa as 35 horas, mas sim o facto de o Governo ter avançado com a medida, sem acautelar os meios necessários para evitar a deterioração dos serviços.

O eventual aumento das listas de espera é outra das consequências que preocupam Adolfo Mesquita Nunes, que considerou "paradigmático" o caso da oftalmologia da Covilhã, serviço onde a lista de espera já ultrapassa os dois anos.

Adolfo Mesquita Nunes mostrou-se ainda preocupado com as consequências que este "agravamento das condições" poderá trazer na captação de novos profissionais e até de residentes para o Interior.

"Notícias como estas, todos os dias, a dizer que há falta de médicos no interior, não convencem, com certeza, ninguém a mudar-se para cá para aqui fixar residência", acrescentou.

CYC // SSS

Lusa/Fim

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