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"Depois de perder em Belém senti que estávamos muito perto de vencer o título"

| FC Porto
Porto Canal

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, afirmou, esta quarta-feira à noite em exclusivo ao Porto Canal, que foi "depois de perder em Belém" que sentiu que a equipa estava "muito perto de vencer o título" uma vez que foi esta derrota que marcou, tanto os jogadores como o treinador, e que foi "fundamental para a conquista" do título de Campeão Nacional 2017/2018.

O treinador azul e branco afirmou, na Grande Entrevista do Porto Canal, que desde o ínicio da época que sentiu que tinha jogadores que lhe davam "totais garantias" de que era possível alcançar o título. Explicou que quando chegou ao Clube sentiu uma "necessidade do FC Porto ganhar títulos" e que realizou um trabalho "minucioso e estratégico" onde "o comprometimento" foi "fundamental". Confessou que "criar um grande ambiente no balneário de forma a ganhar (...) não é nada fácil" mas que existe uma grande equipa a trabalhar no FC Porto considerada uma "máquina incrível" e que todos merecem destaque, desde o podologista aos que monotorizam a frequência cardíaca antes e após o treino.

Sérgio Conceição voltou a salientar que "é fundamental" serem "apaixonados" por aquilo que fazem e que "a agressividade e a intensidade" da equipa azul e branca era trabalhada para que houvesse um "ritmo alto de jogo", uma vez que são "características fundamentais de uma equipa moderna que joga para ganhar". Desta forma, o técnico portista contou que "ir ver um treino do FC Porto era fabuloso" uma vez que se assistia a uma competitividade boa e onde o lema era "treinar no limite para jogar no limite".

O treinador defende que trabalharam e conseguiram atingir o principal objetivo, não esquecendo que em 34 jornadas a equipa azul e branca esteve "32 jornadas em primeiro lugar", o que demonstra a "ambição, determinação e paixão" de toda a equipa. Disse ainda que "o equilíbrio que a equipa teve no campeonato foi fundamental" e que "a base para se ganhar" é serem "fortes defensivamente, ter uma coesão grande defensiva", é serem "uma equipa compacta, com bola e sem bola".

O técnico portista disse também que a definição de equipa é "quando toda a gente dentro da equipa, no banco ou em casa, sabem aquilo que se vai fazer e aquilo que se está a pensar" e que encontrou no plantel azul e branco "um grupo fabuloso e humilde" onde cada dificuldade foi uma forma de serem "superiores e melhores amanhã". Quanto aos muitos jogadores que foram "potenciados" e que acabaram a época "melhores", o treinador falou de Sérgio Oliveira e afirmou que lhe conseguiu "incutir o que lhe faltava" e que este foi "humilde" e lutou para alcançar uma melhor performance em campo. Sobre Herrera, Sérgio Conceição diz que "sabia que estava ali um jogador fabuloso" e que teve apenas de dar "confiança ao capitão". O treinador falou também de Marega e da sua "velocidade e potência" em jogo e afirmou que "grande parte do mérito é dele".

Questionado sobre o recorde de 88 pontos, o treinador diz que "não era uma prioridade" e que apesar de terem ficado "contentes" não trabalham "a pensar em recordes nem estatísticas", e que os 119 golos marcados nesta época foram o resultado de "muitas horas de dedicação e trabalho".

Sérgio Conceição confessou também que quer "ter sempre os melhores" na equipa "para ir o mais longe possível" e que não quer pensar agora nas vendas de jogadores, mas que "ficava contente se no Olhanense, na Académica, no Braga, no Vitória de Guimarães e no Nantes", clubes onde treinou, "fossem transferidos jogadores para o FC Porto".

Quanto ao VAR, o treinador disse que "tudo o que seja para melhorar a verdade desportiva" está de acordo mas que "isso não se passou este ano" uma vez que foram "muitas vezes penalizados" com este método de avaliação. Disse ainda que é preciso "definir bem as regras" do sistema e que as palestras que existiam sobre o VAR e o que está escrito "não coincide com o que acontece".

O técnico confessou ainda que ficou "muito contente" por Rui Vitória não o ter parabenizado pelo título uma vez que se o fizesse "iria ser de uma forma hipócrita". Sobre o ambiente que se viveu este ano no futebol, Sérgio Conceição diz que "houve situações flagrantes sobre a prestação do FC Porto" mas que este tentou "isolar" e "acalmar" a equipa em algumas ocasiões.

Sobre o Mar Azul, o treinador afirmou que "este ano foi fantástico" e que "o envolvimento com os adeptos sentia-se no campo", confessando também que "como adepto, ao ver o FC Porto a jogar, estava em pulgas no banco" porque a equipa azul e branca "é viva, com paixão, com emoção, que sabe atacar, que é muito agressiva a defender". 

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