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Cinco concelhos de quatro distritos do continente em risco muito elevado de incêndio

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Porto Canal com Lusa

Lisboa, 16 mai (Lusa) -- Cinco concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Santarém e Castelo Branco apresentam hoje um risco muito elevado de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco muito elevado de incêndio estão os concelhos de Castro Marim (Faro), Gavião (Portalegre), Mação (Santarém) e Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão (Castelo Branco).

O IPMA colocou também em risco elevado de incêndio cerca de meia centena de concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Aveiro, Guarda, Viseu, Bragança e Vila Real.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o reduzido e o máximo.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Na terça-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alertou para o aumento do perigo de incêndio florestal, especialmente no interior norte e centro, devido ao tempo quente e seco previsto até quinta-feira.

Num aviso à população, a ANPC adianta que, em função da previsão do tempo quente e seco e vento moderado, são expectáveis condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios florestais, com especial incidência no interior norte e centro.

O alerta da Proteção Civil surge após a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicando que, a partir de hoje e até quinta-feira, as previsões apontam para um período de tempo seco, com subida de temperatura para valores na ordem dos 30 graus centígrados, vento moderado e redução dos valores referentes à humidade relativa do ar.

Nesse sentido, a ANPC indica que, de acordo com as disposições legais em vigor, para os locais onde o índice de risco temporal de incêndio seja superior ao nível elevado, não é permitido a realização de queimadas, nem de fogueiras, a utilização de equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos, queimar matos cortados e proibido fumar nos espaços florestais e vias que os circunde, bem como lançar balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes.

Na realização de trabalhos agrícolas e florestais, a Proteção Civil refere que não é aconselhável o uso do fogo nos próximos três dias.

O combate aos incêndios teve na terça-feira o primeiro reforço de meios com a entrada em vigor do agora denominado "nível II", mas dos 32 meios aéreos previstos apenas estão disponíveis 13.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para este ano, indica que, até 31 de maio, os meios vão ser reforçados, integrando neste período até 6.290 elementos e até 1.473 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

DD (CMP) // SB

Lusa/Fim

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