Jornal Diário Jornal das 13

EDP condenada a pagar estragos provocados por um raio em associação de Esposende

EDP condenada a pagar estragos provocados por um raio em associação de Esposende
| Norte
Porto Canal com Lusa

O Tribunal da Relação de Guimarães condenou a EDP a ressarcir a associação Rio Neiva, em Esposende, dos prejuízos que sofreu com o incêndio provocado por um raio, que destruiu a sua sede, em 27 de setembro de 2013.

Segundo acórdão de 26 de abril, hoje consultado pela Lusa, a EDP terá de pagar mais de 63 mil euros pela reconstrução do imóvel e pela colocação do sistema de abastecimento e aquecimento de águas.

A associação pedia mais 67.360 euros pela destruição do recheio, nomeadamente canoas, um montante que tinha validado na primeira instância mas que a Relação considera ser necessário "apurar com precisão".

No total, a indemnização a pagar pela EDP poderá, assim, ascender a mais de 130 mil euros.

Para o tribunal, ficou provado que, no dia dos factos, e fruto do mau tempo que se fazia sentir, houve um corte geral no fornecimento de energia eléctrica na zona onde se encontra a sede da associação Rio Neiva, provocado por uma descarga atmosférica directa que durou entre um a três minutos.

A descarga atmosférica que atingiu a linha de média tensão provocou o acionamento dos mecanismos de proteção instalados, desligando o disjuntor da linha de média tensão.

Cessado o defeito provocado pela trovoada, o disjuntor foi aberto manualmente, repondo-se o fornecimento de energia eléctrica, mas, sublinha o tribunal, o restabelecimento foi efetuado "com excesso de potência na linha", que originou um curtocircuito que fez deflagrar o incêndio.

A EDP alegou que o incêndio não teve a sua origem na rede elétrica, sublinhando que o que aconteceu foi que a instalação elétrica particular do imóvel foi atingida por uma descarga atmosférica direta, ou seja, por um raio.

Acrescenta que a instalação elétrica em causa estava em sobrecarga, o que provocou um curtocircuito que, por sua vez, fez deflagrar o incêndio.

No entanto, o tribunal diz que as trovoadas e os raios, "porque fenómenos naturais comuns e correntes, não podem ser independentes do funcionamento e utilização da rede de distribuição, pelo que a empresa que explora a produção, o transporte e a distribuição de energia elétrica tem forçosamente que contar com eles".

"Os raios não preenchem o conceito de causa de força maior", diz ainda o acórdão, para sublinhar a "responsabilidade objetiva" da EDP no incêndio.

+ notícias: Norte

Policlínica de Lamego acusada por vários utentes de negligência médica em exames médicos

A Policlínica Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, está a ser acusada por vários utentes de negligência médica na realização de exames médicos como colonoscopias e endoscopias. Há vários relatos de situações de intestinos e estômagos perfurados que têm trazido graves problemas de saúde aos utentes. A Policlínica refuta as acusações.

Dois mortos em acidentes rodoviários durante a madrugada em Penafiel e Vila Real

Duas pessoas morreram e outras duas ficaram em estado grave, em consequência de dois acidentes de viação, ocorridos na madrugada deste sábado, em Penafiel e em Vila Real, disse à Lusa fonte da GNR.

Mais de 600 mordomas desfilam vestidas a rigor pelas ruas de Viana do Castelo

As festas da Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, arrancaram na passada sexta-feira à tarde com o tradicional desfile da mordomia sendo que mais de 600 mulheres participaram no desfile vestidas a rigor.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.