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Síria: Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica da ONU

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Moscovo, 16 abr (Lusa) -- A Rússia rejeitou hoje as alegações de que Moscovo e Damasco estarão a impedir os inspetores de armas químicas de entrar em Douma (Síria), contrapondo que os peritos estão à espera de uma autorização específica por parte da ONU.

A declaração foi feita pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, que respondeu desta forma a informações que dão conta que a missão de inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi impedida de entrar na cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, para investigar o ataque químico que alegadamente atingiu aquela localidade no passado dia 07 de abril.

"Rejeito completamente, trata-se de novas invenções por parte dos nossos colegas britânicos", disse o representante de Moscovo, argumentando que o acesso dos inspetores foi sim dificultado pelas consequências do ataque "ilegal" conduzido no sábado passado pelos Estados Unidos (EUA), com o apoio dos aliados França e Reino Unido, contra a Síria.

Sergei Ryabkov frisou ainda que a missão de peritos da OPAQ, que chegou à Síria na semana passada, não teve o acesso permitido porque ainda não garantiu uma autorização por parte do Departamento de Segurança e Proteção das Nações Unidas (UNDSS, na sigla em inglês).

O presumível ataque químico em Douma terá provocado mais de 40 mortos e afetado cerca de 500 pessoas.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram no sábado passado uma série de ataques com mísseis contra três alvos associados à produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em resposta ao alegado ataque com armas químicas em Douma.

No sábado, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, frisou que os acontecimentos em Douma pedem uma "investigação completa" e confirmou, na mesma ocasião, de que uma equipa de peritos da OPAQ já estava operacional no terreno para começar a investigar.

SCA // ANP

Lusa/Fim

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