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Camas de internamento nos hospitais oficiais aumentaram pela primeira vez em 10 anos

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 06 abr (Lusa) -- O número de camas para internamento disponíveis nos hospitais oficiais aumentou pela primeira vez em 10 anos, chegando às 24.056, segundo os números hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os indicadores do INE relativos ao período 2006-2016 hoje divulgados, a propósito do Dia Mundial da Saúde (07 de abril), em 2016 havia nos hospitais 35.337 camas disponíveis para internamento imediato de doentes, das quais 24.056 nos hospitais pertencentes aos serviços oficiais de saúde.

Ainda que pequeno (mais 29 do que em 2015), este aumento do número de camas disponíveis para internamento não acontecia nos hospitais oficiais desde 2006, quando havia nestas unidades de saúde 27.531 camas de internamento.

Manteve-se a tendência de aumento das camas disponíveis nos hospitais privados (mais 418 camas que em 2015) que atingiram um total de 11.281 camas.

Do total de camas disponíveis nos hospitais em 2016, a maioria (27.691) pertencem a enfermarias, seguidas das dos quartos privados e semiprivados (4.807), das unidades de cuidados intensivos (1.199), das unidades de cuidados intermédios (770), das unidades de queimados (43). Há ainda 827 camas de internamento registadas em "outros" serviços.

Segundo os dados do INE, em 2016 foram registados um total de 1.155.169 internamentos nos hospitais, quase 80% (909.318) dos quais nos hospitais públicos ou em parceria publico privada e 21,2% (245.851) nos hospitais privados.

o INe indica ainda que a duração média do internamento, ou seja, o número médio de dias por cada internamento foi de 8,8 dias, ligeiramente superior ao registado em 2015 (8,7 dias).

Nos hospitais públicos ou em parceria público-privada, cerca de 95% dos internamentos de 2016 ocorreram em enfermarias (com especial relevo nas especialidades de Medicina Interna, Cirurgia Geral e Ginecologia-Obstetrícia) e registou-se uma duração média de internamento de 8,1 dias. No caso dos hospitais privados, a maior parte dos internamentos foi feita em quartos semiprivados ou privados (67,3%) e, em média, os doentes ficaram internados durante 11,3 dias.

A especialidade com um período de internamento mais longo foi a Psiquiatria, com uma média de 67,9 dias no conjunto dos hospitais portugueses (67,2 dias no ano anterior), destacando-se a diferença entre a duração média nos hospitais privados (181,9 dias por internamento) e a duração média nos hospitais públicos ou em parceria público-privada (com 24,1 dias por internamento).

Em 2016, continuou a aumentar o número de médicos (50.239) e de enfermeiros (69.486) registados nas respetivas Ordens (+3,6% médicos e +2,6% enfermeiros).

O número de médicos aos serviços nos hospitais também aumentou entre 2015 e 2016, passando de 22.874 para 24.003 e a grande maioria trabalha nos hospitais púbicos ou em parceria público privada (20.933).

SO // SB

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