Jornal Diário Jornal das 13

Pais juntos às escolas ansiosos sem saber se filhos têm aulas

Pais juntos às escolas ansiosos sem saber se filhos têm aulas
| País
Porto Canal com Lusa

A presença de pais junto aos portões das escolas, ansiosos por saber se os seus filhos iam ter aulas, era hoje o sinal mais visível da greve de professores que está a decorrer na região de Lisboa.

Cerca das 08:00, pouco minutos antes do toque de entrada para a primeira aula, perto de uma dezena de pais de alunos das escolas básicas Pedro Santarém e Quinta de Marrocos, em Benfica, questionavam insistentemente os funcionários sobre se a escola ia funcionar, sendo a resposta sempre a mesma: "tem de aguardar".

Em declarações à agência Lusa, a mãe de uma aluna do 7.º ano e de um aluno do primeiro ciclo da escola Pedro Santarém disse que estava à espera para saber se os filhos tinham aulas.

"Se não tiverem, tenho de faltar ao trabalho", lamentou esta mãe, que pediu para não ser identificada.

"Eu sei que os professores têm direito à greve, é um direito constitucional, mas causa-nos um grande transtorno", disse ainda esta mãe.

Outros pais queixavam-se que, mesmo que os filhos tivessem aulas, já iam chegar atrasados ao trabalho.

Luísa Paiva contou que foi avisada pela associação de pais que a professora da filha, que frequenta o primeiro ciclo, ia aderir à greve e já não levou a filha à escola, onde tem outra filha a frequentar o 9.º ano.

Poucos minutos depois do primeiro toque, os pais perceberam que foram poucos os alunos que não tiveram aulas, com os recreios quase vazios.

Na Escola Secundária Gomes Ferreira, em Benfica, as aulas decorreram com normalidade, enquanto na Escola E.B. 2,3 Fernando Pessoa, nos Olivais, nem todos os alunos tiveram aulas.

Também em Setúbal, a situação era idêntica hoje de manhã: A mãe de dois alunos que frequentam estabelecimentos de ensino daquela cidade contou à Lusa que a filha mais velha, do 10.º ano da Escola Sebastião da Gama, não teve aulas, enquanto o filho que frequenta o 4.º ano da escola EB1 de Vila Nogueira de Azeitão acabou por ter um dia de aulas normal.

A Lusa contactou os principais sindicatos hoje de manhã, mas ainda não havia dados de adesão à greve, que começou hoje na região da grande Lisboa (Lisboa, Setúbal e Santarém) e na Madeira.

No quarta-feira, a greve concentra-se na região sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro) e no dia 15 na região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco).

A greve termina a 16 de março, sexta-feira, dia em que os professores paralisam na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.

Em causa está um diferendo entre professores e a tutela sobre a forma de descongelamento do tempo de serviço dos professores.

Na segunda-feira, representantes dos sindicatos de professores voltaram a reunir-se com responsáveis do Ministério da Educação, mas o encontro foi inconclusivo com os docentes a manter a greve.

O Governo voltou a apresentar aos sindicatos a proposta que apenas admite o descongelamento de dois anos e 10 meses de tempo de serviço aos docentes, que exigem ver contabilizados os nove anos, quatro meses e dois dias congelados.

+ notícias: País

SEF alerta para aumento de indocumentados e "fortes indícios" de tráfico de menores

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) destacou hoje o aumento do número de cidadãos estrangeiros que chegam indocumentados aos aeroportos portugueses, muitos deles com crianças menores, e alertou para “fortes indícios” de casos de tráfico.

INEM revela que mais de 1200 menores entraram em coma alcoólico em 2017

O Governo lançou esta sexta-feira uma campanha de sensibilização para alertar os jovens em relação ao consumo de álcool excessivo antes e depois dos 18 anos.

Cancro de pele está a aumentar em Portugal

O cancro de pele esta a aumentar em Portugal. A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo estima que haja 12 mil novos casos de cancro por ano. Este tipo de cancro mata anualmente 250 portugueses.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.