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Jerónimo alerta para "revolução 4.0" e penalização de pensões, PM atesta ponderação

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 14 fev (Lusa) - O secretário-geral do PCP alertou hoje para o benefício exclusivo do lado do "grande capital" com a "revolução tecnológica e digital 4.0" em detrimento do fator trabalho, assim como a demora na despenalização nas longas carreiras contributivas.

No debate parlamentar quinzenal, o primeiro-ministro, António Costa, garantiu a Jerónimo de Sousa que todos os fatores estão a ser devidamente ponderados, quer a sustentabilidade da Segurança Social e benefício dos trabalhadores com mais anos de descontos, em sede de concertação social, quer das necessidades de qualificação ao longo da vida e introdução de inovação na economia portuguesa.

"Trouxe-nos questões de valorização da economia, na sua relação com inovação e produção de conhecimento, tendo como pano de fundo a chamada revolução tecnológica e digital, a que se convencionou denominar 'revolução industrial 4.0'", descreveu o líder comunista, defendendo aquela "componente essencial no programa de desenvolvimento do país" para "combater as fragilidades, dependência, défices estruturais e debilidades dos setores produtivos e economia".

Para Jerónimo de Sousa, "um desenvolvimento tecnológico e uma dita revolução digital não pode ser 'quatro' em mecanismos de exploração do trabalho e 'zero' no plano dos direitos, ou seja, pretexto para novas explorações de quem trabalha, desde logo aqueles que produzem ciência, os muitos bolseiros precarizados".

"O desenvolvimento tecnológico é pretexto para alargamento e flexibilização dos horários ou oportunidade de promover a redução progressiva dos horários de trabalho, dando combate à desregulação e, sendo condição para produzir mais, não é também um acrescido suporte para garantir uma Segurança Social pública, com novas formas de financiamento complementar?", questionou.

O líder do executivo do PS defendeu a "formação ao longo da vida" para jovens e pessoas que já estão no mercado do trabalho, desenvolvendo "competências digitais", além do "combate à precariedade, uma prioridade do Governo, por uma questão de cidadania dignidade do trabalhador e produtividade das empresas".

"Tem razão. Não podemos tratar nenhuma [questão] isoladamente, sem uma visão de conjunto. Quanto mais pessoas forem qualificadas e mais qualificadas forem, mais oportunidades têm para enfrentar desafios do futuro", afirmou António Costa.

HPG // ZO

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