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BdP "não induziu a realização de qualquer negócio" entre Santa Casa e Montepio - Carlos Costa

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 14 fev (Lusa) -- O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, garantiu hoje no parlamento que não induziu a realização de qualquer negócio entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Montepio, mas mostrou-se favorável à diversificação acionista.

"O Banco de Portugal não induziu, sublinho, não induziu, realização de qualquer negócio entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Montepio", disse o governador.

Carlos Costa está hoje a ser ouvido numa audição conjunta entre a Comissão de Trabalho e Segurança Social e a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa na sequência de um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do CDS-PP, para "prestar todos os esclarecimentos sobre os contornos que envolvem a hipótese da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entrar no capital da Caixa Económica Montepio Geral, S.A.".

Em resposta à deputada do PSD, Cecília Meireles, Carlos Costa esclareceu que a decisão de alienação de uma participação de capital por parte de um acionista é da responsabilidade desse acionista e não do supervisor.

Ressalvou, no entanto, que "os termos da concretização podem estar sujeitos ao escrutínio do supervisor e seu subsequente condicionamento".

"O Banco de Portugal valoriza a diversificação da estrutura acionista de qualquer instituição por si supervisionada enquanto mecanismo habilitador de resposta às exigências prudenciais. Neste contexto, o Banco de Portugal tem assumido, de uma forma geral, uma posição de princípio favorável à entrada de um novo acionista na CEMG [Caixa Económica Montepio Geral]", disse.

Há meses que se fala na possibilidade de a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entrar no capital do banco Montepio, mas ainda nada aconteceu. As últimas informações dão conta de que decorre um estudo da Santa Casa ao Montepio para avaliar o valor do eventual investimento.

ICO // CSJ

Lusa/Fim

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