Info

Líder do CDS-PP acusa esquerda de não estar preocupada em proteger os mais vulneráveis

| Política
Porto Canal com Lusa

Entroncamento, Santarém, 10 fev (Lusa) -- A líder do CDS-PP acusou hoje, no Entroncamento, a esquerda de não estar "nada preocupada em proteger a população mais vulnerável e mais frágil", lamentando o chumbo do pacote legislativo para proteção dos mais idosos, apresentado pelo seu partido.

Assunção Cristas, que hoje visitou o mercado municipal do Entroncamento (distrito de Santarém), no âmbito da iniciativa "Ouvir Portugal", acusou as "esquerdas unidas", que na sexta-feira chumbaram a proposta centrista para criminalização dos maus tratos e do abandono de idosos, de não estarem "nada preocupadas em proteger a população mais vulnerável e mais frágil".

Cristas escusou-se a comentar se a afirmação do secretário-geral da UGT, Carlos Silva, de que há setores preparados para greves no caso de não haver aumentos na Função Pública, pode fragilizar o Governo.

"Haverá tempo para avaliar tudo, mas o que é mais importante é trabalhar para que o país possa crescer sustentavelmente, criando emprego para todas a idades para que não haja gerações excluídas, para que as pessoas que estão na casa dos 50 ou dos 60, mas que ainda podem e querem trabalhar, não sintam que já passou a sua oportunidade e os mais novos, onde temos muito desemprego concentrado, sintam que têm no país oportunidades e que eles próprios podem ser portadores das suas oportunidades", afirmou a presidente do CDS-PP.

Assunção Cristas realçou a iniciativa que o partido está a promover, de ouvir as pessoas "no terreno", pedindo que partilhem, por carta ou por email, as suas preocupações e opiniões, contributos para que o partido possa ter "um grande programa eleitoral, construído não apenas pelo CDS e pelos muitos independentes" que com ele colaboram.

Até agora, as questões da saúde têm sido "muito sinalizadas", além da situação dos mais idosos, das pensões e do emprego, disse, apontando o caso que escutou hoje, de uma pessoa com 61 anos que "já passou todos os prazos do subsídio de desemprego, está com rendimento mínimo, quer trabalhar e não consegue encontrar trabalho".

"Felizmente o desemprego desceu, mas é preciso encontrar mais trabalho, mais investimento, mais crescimento para o país", declarou.

Quanto ao relatório do Tribunal Constitucional sobre o Serviço Nacional de Saúde, a líder centrista afirmou não ter tido ainda tempo para analisar, mas referiu o alerta deixado na sexta-feira pelos administradores hospitalares "dizendo que não têm recursos para fazerem face às necessidades".

Cristas acusou o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, de serem "incapazes de dar a cara e dizer que as coisas não estão assim tão bem e que é preciso fazer melhor".

"Isso era importante ouvir, porque se não se reconhece o problema não se encontra a solução", afirmou, referindo o aumento das listas de espera para consultas, as cirurgias "a serem canceladas, os médicos e os enfermeiros exaustos dizendo que fazem falta profissionais nesta área e em grande número".

MLL // VM

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Remodelação no Governo com novos ministros das Infraestruturas e Habitação, Presidência e Planeamento

O primeiro-ministro fez este domingo uma remodelação no Governo promovendo três secretários de Estado a ministros, Mariana Vieira da Silva para a Presidência, Pedro Nuno Santos para as Infraestruturas e Habitação, e Nelson de Souza para o Planeamento.

Catarina Martins diz que PS, PSD e CDS utilizam Europa para "travar" direitos laborais

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou este domingo o PS, PSD e CDS-PP de utilizarem a União Europeia (EU) “como desculpa sempre que querem travar” conquistas laborais para todos os que vivem do seu trabalho.

Autarcas lamentam falta de apoios financeiros do Governo após tempestade Leslie

Autarcas socialistas do distrito de Coimbra lamentam a inexistência de apoios financeiros quatro meses após a tempestade Leslie e garantem que a resolução do Conselho de Ministros que previa aquelas ajudas continua por cumprir.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.