Info

Associação Zero acusa Governo de manipular dados da reciclagem

| País
Porto Canal com Lusa

A associação ambientalista Zero acusou esta terça-feira o Governo de manipular os dados dos resíduos urbanos, declarando como recicladas quase 270 mil toneladas que foram para aterros, recebendo assim mais dinheiro e apresentando um melhor desempenho.

Atualizado 16-01-2018 16:21

Em comunicado, a Zero refere que cruzou números da reciclagem que pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na dependência do Ministério do Ambiente, com os totais de resíduos urbanos no Relatório de Estado do Ambiente de 2017.

A APA declarou como recicladas 1,29 milhões de toneladas de resíduos urbanos em 2016, mas o total declarado pelos Sistemas de Gestão de resíduos Urbanos indica uma reciclagem total de 1,03 milhões de toneladas.

"Trata-se obviamente de uma manipulação grosseira dos dados da reciclagem que visa aumentar artificialmente a taxa de reciclagem com base numa realidade fictícia que infelizmente está muito desfasada da realidade que se encontra no terreno", acusa a associação.

A Zero salienta que "essas 268.709 toneladas que a APA considera como recicladas foram enviadas para aterro ou incineração e que, por isso, pagaram Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) ao Ministério do Ambiente".

Além de receber esse dinheiro, o Ministério pôde apresentar melhor desempenho ambiental, mas a Zero lembra que esta diferença significa oito pontos percentuais a menos na taxa de reciclagem oficial, que foi de 38 por cento.

Para a Zero, esta situação mostra "não só uma total falta de transparência no processamento de dados ambientais por parte das entidades oficiais, mas também uma tentativa de esconder dos cidadãos e da União Europeia o mais que evidente colapso das políticas públicas de gestão dos resíduos sólidos urbanos".

"A Zero já solicitou ao Ministério do Ambiente que corrija de imediato os dados errados sobre a reciclagem de resíduos urbanos que constam no Relatório do Estado do Ambiente relativos a 2016, por forma a que a anunciada revisão extraordinária do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos seja baseada em dados credíveis", acrescenta a associação.

+ notícias: País

Farmacêuticos avisam que está posta em causa segurança dos doentes nos hospitais

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos alerta que a segurança dos doentes está posta em causa nos hospitais públicos por falta de profissionais e diz que só falta aos farmacêuticos "lavar o chão" das farmácias hospitalares.

Enfermeiros suspendem greve nos blocos operatórios até novas negociações a 30 de janeiro

A greve dos enfermeiros em blocos operatórios vai manter-se suspensa até 30 de janeiro, dia em que haverá nova uma reunião negocial entre os sindicatos e o Governo.

Cancro digestivo mata um português por hora

O cancro digestivo mata uma pessoa por hora em Portugal, uma doença que tem vindo a aumentar nos últimos anos, representando um “grave problema” de saúde pública, alertou hoje a Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG).

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.