Jornal Diário Jornal das 13

Líder da CGTP defende que "este é o momento" para alterar a lei laboral

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 12 jan (Lusa) -- O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu hoje que "este é o momento" para o Governo passar das palavras aos atos e alterar a legislação laboral, exortando o PS a encontrar soluções com os partidos à esquerda.

Arménio Carlos falava aos jornalistas no final do plenário nacional de sindicatos da CGTP, em Lisboa, que reuniu quase 700 dirigentes e ativistas sindicais, que aprovaram as linhas estratégicas da intersindical para 2018.

"Este é o momento para falar e para se concretizar" as alterações à legislação laboral, afirmou o líder da CGTP, lembrando que o Governo disse que a discussão iria ser feita na Concertação Social, mas ainda não apresentou nada em concerto.

"Não nos podemos esquecer de que estamos a meio do mandato do Governo e, ou conseguimos que as coisas sejam resolvidas em 2018, ou corremos o risco de chegar às eleições [legislativas em 2019] e a legislação laboral continuar intocável", sublinhou.

Para Arménio Carlos, o Governo "tem de dar um impulso muito claro sobre aquilo que quer fazer" na legislação laboral e recusar o "lóbi das confederações patronais", que recusam alterações.

A CGTP está disponível para negociar, mas não para ser "cúmplice de um processo em que se fala muito e se faz pouco", acrescentou.

As alterações à lei laboral "fazem-se com a participação dos trabalhadores", mas "há a necessidade de os deputados do PS terem uma atitude de abertura juntamente com os do PCP, BE e PEV" para se encontrarem soluções, defendeu Arménio Carlos.

Na sua intervenção no encerramento do plenário, o líder da intersindical apelou à mobilização e unidade de todos os trabalhadores para que o Governo "passe a refletir duas vezes antes de decidir" e sublinhou que nenhuma forma de luta está excluída, ficando dependente do evoluir dos acontecimentos.

Para já, além das ações setoriais e em várias empresas, estão agendadas três ações nacionais: uma semana de luta pela igualdade no início de março, uma manifestação nacional da juventude trabalhadora em 28 de março e a jornada de luta do 1.º de Maio.

Na resolução aprovada por unanimidade no plenário, a CGTP volta a exigir o aumento geral dos salários em pelo menos 4%, o combate à precariedade, a negociação coletiva, o direito a 25 dias úteis de férias, entre outras matérias.

DF // CSJ

Lusa/Fim

+ notícias: País

Greve dos enfermeiros com adesão média de 95% no terceiro dia

A adesão à greve dos enfermeiros, que cumpre hoje o seu terceiro dia, "tem uma média de 95%", sem grandes oscilações em relação aos dias anteriores, declarou hoje uma fonte sindical.

Acidente em prédio em obras provocou um morto e um ferido ligeiro em Lisboa

O acidente de trabalho que ocorreu hoje à tarde num prédio em obras, na freguesia da Misericórdia, em Lisboa, fez um morto e um ferido ligeiro, disse à Lusa fonte do INEM.

Adesão à greve dos enfermeiros no Norte varia entre 9,5% e os 62%

O conselho diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte afirmou hoje que a percentagem de adesão à greve dos enfermeiros, que começou na segunda-feira, “oscila entre os 9,5% e os 62%”.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DESCUBRA MAIS

Olá Maria!

Trend(i) - diferentes tipos de bolsas...

N'Agenda

Exposição 'Amor com amor...