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Viseu duplica o número de camiões de transporte de água para o município

| País
Porto Canal com Lusa

O município de Viseu pode duplicar, dentro de aproximadamente uma semana, o número de camiões cisternas a transportar água para o sistema de abastecimento público municipal, disse hoje o presidente da Câmara, Almeida Henriques.

"As Águas de Portugal estão disponíveis para trazer para o sistema entre 15 a 20 a novos camiões cisternas, o que nos colocará dentro de uma semana, uma semana e pouco, na casa dos 43 a 45 camiões, o que poderá permitir quase duplicar o número de cargas", adiantou o autarca.

Almeida Henriques, que falava aos jornalistas em Viseu, à margem da apresentação do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFFRU), acompanhado pelo ministro do Ambiente, salientou que o aumento do número de veículos de transporte de água pode permitir "assegurar entre 5 a 6.000 metros cúbicos".

O presidente da autarquia de Viseu adiantou ainda que o município identificou e fez testes num poço em Fagilde, que "poderá trazer mais 3.000 metros cúbicos" de água.

Por outro lado, acrescentou, vai ser reduzida a extração na Estação de Tratamento de Águas (ETA) de Fagilde "a 5.000 metros cúbicos por dia, para que possa ter um caráter de duração mais dilatado".

As Águas de Viseu vão também introduzir uma nova bomba na Estação de Tratamento de Águas de Fagilde, que vai permitir aproveitar cerca de 400 metros cúbicos por dia.

Com estas medidas complementares, Almeida Henriques procura minorar os efeitos da seca no concelho e encontrar "soluções que permitam garantir água de qualidade na casa dos munícipes".

A braços com a escassez de água para consumo público na Barragem de Fagilde devido à seca, o município de Viseu anda há 12 dias a transportar água em 27 camiões cisterna para abastecer a região.

Segundo Almeida Henriques, a autarquia viseense já suportou, até ao momento, encargos de 240 mil euros no transporte de água para abastecimento do concelho, a que se "tem de somar outros gastos".

"Se estamos a viver este problema de falta de água deve-se muito ao facto de aquela reserva de água [Barragem de Fagilde] ter sido sistematicamente utilizada para apagar incêndios", enfatizou o autarca.

As necessidades atuais do concelho situam-se na casa dos 15 a 17 mil metros cúbicos diários, dos quais cerca de 5.000 são fornecidos atualmente por camiões cisterna.

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