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Comediante Louis C.K. admite má-conduta sexual e diz lamentar o sofrimento causado

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Porto Canal com Lusa

Nova Iorque, 11 nov (Lusa) -- O comediante norte-americano Louis C.K. admitiu na sexta-feira, através de um comunicado, que se masturbou em frente de várias mulheres e disse lamentar o sofrimento que a sua conduta sexual causou.

As denúncias foram reveladas na quinta-feira pelo jornal The New York Times, que recolheu relatos de cinco mulheres, que descreveram casos em que o comediante se masturbou em frente delas ou ao telefone.

"Estas histórias são verdadeiras", respondeu Louis C.K. num comunicado divulgado na sexta-feira.

"Na altura, disse a mim próprio que o que fazia era aceitável porque nunca mostrei o meu pénis a uma mulher sem pedir primeiro, o que é verdade. Mas o que aprendi mais tarde na vida, demasiado tarde, é que quando tens poder sobre outra pessoa, pedir-lhe que olhe para o teu pénis não é um pedido. É uma situação difícil", afirmou.

O comediante admitiu ter exercido "de forma irresponsável" o poder que tinha sobre as mulheres que trabalhavam com ele. "Arrependo-me das minhas ações e tentei aprender com elas", acrescentou.

As denúncias publicadas no The New York Times foram feitas pelas comediantes Dana Min Goodman e Julia Wolov, que disseram que C.K. se despiu e masturbou à sua frente em 2002, depois de as convidar para o seu hotel após um espetáculo.

Outra mulher, Abby Schachner, explicou que em 2003 telefonou a Louis C.K. para o convidar para ir a um dos seus espetáculos, e ouviu-o a masturbar-se enquanto falavam ao telefone.

Rebecca Corry, outra comediante, afirmou que Louis C.K., com quem trabalhou num programa de televisão, lhe pediu autorização para se masturbar em frente dela, o que esta recusou.

A quinta mulher, a única não identificada, disse que o também ator e guionista, lhe pediu o mesmo várias vezes no final dos anos 1990, quando ambos trabalhavam para o programa "The Chris Rock Show".

"O maior arrependimento com que alguém tem de viver é o de ter magoado outra pessoa", disse.

"Passei a minha longa e afortunada carreira a falar e a dizer tudo o que queria. Agora vou afastar-me e passar um longo tempo a ouvir", conclui.

As acusações contra Louis C.K. surgem três anos após rumores sobre o assunto e em plena onda de denúncias de assédio sexual sobre várias figuras do mundo do espetáculo norte-americano, que começou com revelações sobre o produtor Harvey Weinstein.

A companhia independente norte-americana The Orchard cancelou a distribuição do mais recente projeto de Louis C.K., o filme "I love you Daddy".

ISG//ISG

Lusa/fim

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