Jornal Diário Jornal das 13

Nova diretora-geral da UNESCO defende resposta coletiva a desafios mundiais

| Norte
Porto Canal com Lusa

Paris, 10 nov (Lusa) -- A nova diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, defendeu hoje uma resposta coletiva aos vários desafios que se colocam às sociedades mundiais.

Numa primeira conferência de imprensa após a confirmação da antiga ministra francesa da Cultura à frente da UNESCO, Azoulay só aceitou três questões, duas delas sobre o modo como pretende voltar a chamar à organização países como os Estados Unidos da América ou Israel, que anunciaram no mês passado irem abandonar aquela estrutura.

"Penso que as dificuldades que a UNESCO enfrenta hoje são políticas e financeiras, mas não estratégicas. O mandato da UNESCO continua a ser pertinente. Penso que afastar-se dos temas de fundo que são a Educação, a Ciência, a Cultura, a defesa da Liberdade, seria uma perda para os Estados e para a organização", declarou Azoulay.

A antiga ministra francesa elencou como maiores desafios mundiais "o aumento do obscurantismo, a ameaça de conflito, o extremismo violento, a destruição do ambiente, os desafios climáticos, a rejeição da diversidade que é uma rejeição do Outro, e as tentações populistas".

A nova dirigente da UNESCO realçou a importância de manter a porta aberta a todos e de continuar a trabalhar com elementos da sociedade civil, mesmo em países relutantes em participar.

"A prioridade da agenda é mais vasta do que isso", disse Azoulay, concretizando que a história mostrou que "abandonar a mesa da discussão" não pode ser encarado como uma catástrofe.

A diretora-geral disse que "não se pode pedir à UNESCO que resolva todos os conflitos, não se pode pedir que seja completamente apolítica, mas o que se pode pedir a cada um dos Estados-membros é que aja com responsabilidade, e o que se pode pedir à UNESCO é que aja sobre o seu mandato, que não é o das Nações Unidas em Nova Iorque", mas sim um mandato específico que pode criar espaços de diálogo.

"É uma agenda muito exigente, precisamos de ter objetivos claros. A organização precisa de renovar constantemente o seu pacto de confiança com o mundo, com os estados membros e tem de se manter na vanguarda dos desafios ao estar aberta a todos", afirmou Audrey Azoulay, na declaração inicial, quando passou do francês para o inglês.

A ex-ministra da Cultura francesa Audrey Azoulay foi hoje confirmada como a nova diretora-geral da UNESCO durante a 39.ª conferência geral daquela organização da ONU.

Azoulay, que vai substituir no cargo a búlgara Irina Bokova, fora eleita a 13 de outubro pelo Conselho Executivo da organização, ao derrotar na votação final o qatari Hamad bin Abdulaziz.

A ex-ministra francesa, a segunda mulher a liderar a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), recolheu hoje, na votação que confirmou formalmente a sua eleição, 131 votos a favor e 19 contra, entre 184 votantes. A maioria necessária era 76.

TDI (SCA/FPA/PCR) // MAG

Lusa/Fim

+ notícias: Norte

Mulher de 23 anos morreu em despiste na A4 em Vila Real

Uma mulher de 23 anos morreu esta quarta-feira na sequência de um despiste de um automóvel no viaduto do Corgo, na Autoestrada 4 (A4), em Vila Real, segundo fontes dos bombeiros e da GNR.

Rui Moreira diz que urgente realojar restantes moradores do bairro do Aleixo

Rui Moreira explicou na reunião diz que a decisão de urgência de realojar todos os moradores das três restantes torres do bairro do Aleixo deveu-se à queda inesperada de partes das fachadas dos edifícios. O autarca do Porto adiantou no entanto que pelo menos para já não pretende extinguir o fundo criado em 2009 para resolver o problema do bairro.

"Escaravelho" do castanheiro ameaça produção de castanha em freguesia de Valpaços

Os produtores de castanha continuam preocupados com as pragas nos castanheiros. Na zona de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, que é conhecida como a capital da castanha judia, as atenções centram-se numa praga conhecida como "escaravelho" do castanheiro que seca a árvore e destrói a produção.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.