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Incêndios: Aprovada linha de crédito de 5 ME para armazenamento de madeira ardida

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 26 out (Lusa) -- O Governo aprovou hoje uma linha de crédito de cinco milhões de euros destinada aos operadores das fileiras silvo industriais que se disponibilizem a armazenar madeira queimada de resinosas nos incêndios de meados deste mês.

Falando após a reunião de Conselho de Ministros (CM) em que o decreto-lei foi aprovado, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, explicou que esta linha de crédito se destina "aos operadores económicos que se disponham a criar parques de madeira ardida".

Contudo, terão de a adquirir "a um preço previamente estabelecido" pelo Governo, acrescentou, sem especificar.

Em causa estão proprietários de "zonas de intervenção florestal, de baldios, ou municípios", entre outros operadores económicos, de acordo com Capoulas Santos.

O governante notou que "esta linha de crédito vem na sequência de uma outra" semelhante, aprovada pelo Governo sem necessitar de aval do CM, no valor de três milhões de euros.

Segundo o Governo, o objetivo de tais medidas é incentivar a rápida retirada da madeira queimada dos povoamentos afetados pelos fogos, de forma a quem estes espaços possam ser recuperados, evitando ainda o aproveitamento económico destas matérias-primas.

O executivo adotou também medidas para a alimentação animal.

Assim, para "todos os agricultores do continente" - os que foram e não foram afetados pelos fogos -, o Governo aprovou uma outra linha de crédito de três milhões de euros para a alimentação animal, anunciou Capoulas Santos, frisando que se pretende também evitar a "penúria de alimentos em virtude da situação de seca".

O responsável pela tutela notou ainda que, "esta semana, o Ministério [da Agricultura] fará a distribuição de 600 toneladas de rações".

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

ANE // MSF

Lusa/Fim

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