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Oposição queniana manifesta-se contra Comissão Eleitoral apesar de proibição do Governo

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Nairobi, 13 out (Lusa) - Centenas de oposicionistas desafiaram a interdição do Governo e começaram a manifestar-se hoje nas principais cidades do Quénia, exigindo a regularização das ilegalidades cometidas nas presidenciais de 08 de agosto, entretanto anuladas pela justiça.

Na quinta-feira, o Governo proibiu qualquer ação de protesto nos centros financeiros das três principais cidades do país, Nairobi, Mombaça e Kisumu, alegando "uma ameaça clara, presente e iminente à ordem pública".

No entanto, os simpatizantes do líder da oposição, Raila Odinga, recusaram acatar a ordem governamental e estão a manifestar-se nas ruas da grande maioria das cidades do Quénia.

Em Kisumu, bastião da oposição situado no oeste do país, nas margens do lago Vitória, e onde várias pessoas ficaram feridas na quarta-feira numa outra ação de protesto, os manifestantes bloquearam várias ruas principais da cidade e queimaram pneus.

Em Mombaça, a segunda maior cidade queniana, junto à costa do Índico (leste), a polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo sobre uma multidão de apoiantes de Odinga que tentava aceder ao centro financeiro da cidade.

Para hoje à tarde são aguardadas manifestações em Nairobi.

O clima político no Quénia está particularmente tenso, sobretudo após o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter, a 01 de setembro último, invalidado a reeleição do Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, nas presidenciais de 08 de agosto, em que enfrentou Odinga.

Controlado pela oposição, o STJ deu conta de uma série de irregularidades na transmissão dos resultados para justificar a decisão, inédita no continente africano, e que foi considerada "um ato de coragem" pela comunidade internacional.

Na terça-feira, Odinga anunciou que se retirava da votação de 26 deste mês, argumentando que a Comissão Eleitoral não procedeu às alterações necessárias para garantir uma organização transparente e credível, sobretudo à demissão de vários dos seus responsáveis.

Odinga defende que o abandono da corrida às presidenciais implica a anulação da votação e a organização de todo um novo processo eleitoral, enquanto Kenyatta já afirmou que a eleição deverá decorrer com ou sem o rival.

Nas últimas semanas, após várias manifestações terem sido reprimidas pelas forças da ordem, que têm usado gás lacrimogéneo e armas de fogo para dispersar os manifestantes, a oposição anunciou na quarta-feira a realização diária de protestos a partir da próxima semana, acentuando a pressão sobre a controversa Comissão Eleitoral queniana.

Na quinta-feira, o ministro do Interior queniano, Fred Matiangi, respondeu ao repto com a proibição, alegando que as manifestações anteriores degeneraram em violência contra as forças da ordem e civis inocentes, além de pilhagens e destruição de bens.

No entanto, a coligação da oposição em torno de Odinga, Nasa, apelou aos seus apoiantes para desafiarem a decisão.

"Vamos continuar com as nossas manifestações, como previsto, em todo o país", afirmou um dos líderes da Nasa, Moses Wetangula.

JSD // VM

Lusa/Fim

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