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Universidade da Beira Interior quer contratar mais docentes a tempo inteiro

| País
Porto Canal com Lusa

Covilhã, Castelo Branco, 12 out (Lusa) - O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) afirmou hoje que, apesar dos constrangimentos financeiros, fará "todos os possíveis" para contratar mais professores a tempo inteiro, de modo a reduzir a elevada percentagem dos que estão a tempo parcial.

"Faremos todos os possíveis, dentro das nossas possibilidades financeiras, para contratar mais. Claro que queremos contratar mais docentes e, mais do que querer, precisamos de os contratar", disse.

António Fidalgo falava na sessão solene de abertura do ano letivo, durante a qual também abordou a questão do "subfinanciamento crónico", frisando que a decisão de não submeter a proposta de orçamento para 2018 "não foi má vontade ou birra" desta instituição de ensino superior sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

O reitor lembrou as necessidades da UBI, repetiu os números do que classifica como garrote financeiro, apelou a que "se faça justiça" e mostrou-se esperançado de que o financiamento da tutela, que atualmente não é sequer suficiente para fazer face às despesas de pessoal, seja reforçado em sede de Orçamento do Estado.

"Não luto por mais financiamento para ter mais dinheiro em caixa na UBI ou mais saldos. Luto por um orçamento justo, que não nos discrimine face a outras instituições de ensino superior e para podermos contratar mais professores, rejuvenescermos o nosso corpo docente e prestarmos um melhor ensino e formação aos nossos estudantes".

Admitindo que, tal como acontece nas restantes universidades, o problema da renovação do corpo docente também já se coloca na UBI, António Fidalgo assumiu igualmente que a universidade tem demasiados docentes convidados a 50% ou com contratos temporários.

Para António Fidalgo, se em determinados casos tal é bom e desejável, o problema "surge e torna-se existencial quando jovens e menos jovens docentes gostariam de, por vocação, dedicar-se inteiramente à universidade", mas esta se vê constrangida a apenas poder oferecer contratos parciais e temporários".

De acordo com reitor, desde 2005 que a UBI tem exatamente o mesmo número (447) de professores a tempo inteiro, isto apesar de ter passado de 5.300 para 7.000 alunos.

Sublinhando que só foi possível manter a situação graças à redução da carga horária imposta pelo processo de Bolonha e pelo recurso aos professores a tempo temporário, António Fidalgo reiterou que a UBI precisa de voltar a contratar, o que já está a fazer.

Segundo disse, já foi aberto um concurso para sete vagas de professor auxiliar e que até final do ano de 2017 serão abertas mais vagas.

"Iremos tão longe quanto os condicionamentos do subfinanciamento crónico da universidade nos permitirem", prometeu.

Na intervenção, António Fidalgo destacou ainda os bons resultados conseguidos no Concurso Nacional de Acesso, com a quase totalidade das vagas preenchidas; bem como ao nível da captação de estudantes internacionais.

Um crescimento que foi igualmente vincado pela presidente da Associação Académica da UBI, Raquel Bento, que também apelou à revisão do modelo de financiamento do ensino superior.

O presidente do Conselho Geral da UBI, José Ferreira Gomes, juntou-se à reivindicação, frisando que "uma rede de ensino superior dispersa pelo território só pode sobreviver com algumas formas de discriminação positiva".

CYC // SSS

Lusa/Fim

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