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"Opções táticas" tomadas contribuíram para mortes em Pedrógão Grande

"Opções táticas" tomadas contribuíram para mortes em Pedrógão Grande
| País
Porto Canal com Lusa

As "opções táticas e estratégicas" tomadas durante o combate ao incêndio de Pedrógão Grande contribuíram para as "consequências catastróficas" do fogo, que provocou 64 mortos, conclui o relatório da comissão técnica independente, divulgado hoje.

No sumário executivo do documento, hoje entregue no parlamento e disponibilizado na página da Assembleia da República na internet, os autores indicam os quatro motivos que, no seu entender, concorreram "decisivamente" para o "desfecho trágico" do incêndio que teve início em Pedrógão Grande, concelho do distrito de Leiria, a 17 de junho.

"A incapacidade para debelar o fogo nascente na primeira meia hora após a eclosão, dado o tempo decorrido desde a ignição e os meios empregues em ataque inicial, que foram insuficientes para as condições do dia", é uma das causas apontadas.

A comissão nomeada para analisar os fogos de junho na região Centro reconhece que o controlo do incêndio se tornou "progressivamente mais difícil pelo crescimento rápido do perímetro", sempre acima da "capacidade de extinção e projeções em número significativo", mas critica o facto de o combate ao então flanco direito do fogo ter sido "descurado", o que foi decisivo "para a sua rápida expansão".

Por outro lado, as medidas de proteção civil, como disposições relativas "à circulação na rede viária, acompanhamento da população rural e preparação de evacuações" deveriam ter sido "equacionadas logo às 16:00-17:00 e cumpridas a partir das 18 horas".

Outro dos motivos apontados refere-se às "deficiências no comando e gestão da operação de socorro", que, segundo o relatório, "foram agravadas pelas dificuldades de comunicação".

"[...] as consequências catastróficas do incêndio não são alheias às opções táticas e estratégicas que foram tomadas", conclui o relatório.

O fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho só foi extinto uma semana depois, tal como o incêndio que teve início em Góis (distrito de Coimbra). Os dois fogos, que se alastraram a outros concelhos e consumiram perto de 50 mil hectares em conjunto, mobilizaram mais de mil operacionais no combate às chamas.

O relatório hoje entregue no parlamento analisa os fogos ocorridos entre 17 e 24 de junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Penela, Oleiros, Sertã, Góis e Pampilhosa da Serra.

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