Jornal das 13 Jornal Diário Último Jornal

Comandante nacional deveria ter tido "presença ativa" em Pedrógão Grande

Comandante nacional deveria ter tido "presença ativa" em Pedrógão Grande
| País
Porto Canal com Lusa

O comandante operacional nacional (CONAC) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) deveria ter tido "uma presença ativa" durante o incêndio de Pedrógão Grande e ter "mantido a avocação" desta operação de socorro.

O relatório da comissão técnica independente designada para analisar os fogos de junho na região Centro, hoje entregue na Assembleia da República e tornado público, refere que "a presença ativa do comandante nacional teria todo o sentido pelo facto de se estar perante uma das piores catástrofes com que o país alguma vez foi confrontado".

O documento adianta que o comandante nacional avocou o comando da operação às 22:00 do dia 17 de junho, quando o segundo comandante nacional Albino Tavares assumiu as funções de comando da operação de socorro (COS), cargo que manteve até às 20:50 do dia seguinte.

Os elementos que viriam depois a assumir funções de COS foram os CODIS (comandante operacional distrital) de Setúbal, Faro e Aveiro, considerados pela comissão técnica independente "CODIS sénior", uma vez que qualquer deles tem mais de 10 anos de experiência na ANPC e levou "organização e competências para ajudar na resolução de uma difícil operação de proteção civil".

"Constatamos assim que quando referimos que o Comando Nacional avocou o comando da operação, essa iniciativa, em rigor, não se ajustou à doutrina vigente. Depois de o COS ser o 2.º CONAC, o comando da operação desgraduou para um CODIS. Enquanto um incêndio não estiver dominado, a doutrina aponta para não desgraduar o seu comando", sublinha o relatório.

Contudo, adianta o documento, esta operação de socorro "exigiria a presença dos operacionais mais qualificados, designadamente do comandante operacional nacional, que deveria ter mantido a avocação desta operação", tendo em conta que foi a "pior e mais fatídica ocorrência no país provocada por incêndio florestal" e onde estiveram "as mais altas individualidades do país".

"Esperava-se que a estrutura do comando nacional, recentemente reforçada, daria garantias de acompanhamento e funcionamento do CNOS [Comando Nacional de Operações e Socorro] para o número de ocorrências que se verificavam no país. Sublinhe-se que mais de 95% das ocorrências foram acompanhadas e resolvidas pelos respetivos comandos distritais", refere ainda o relatório.

Quando se registaram os grandes incêndios de Pedrógão Grande e noutros concelhos da região Centro, em junho, o CONAC era Rui Esteves, que se demitiu do cargo em setembro.

O relatório hoje entregue no parlamento analisa os fogos ocorridos entre 17 e 24 de junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Penela, Oleiros, Sertã, Góis e Pampilhosa da Serra.

O fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho só foi extinto uma semana depois, tal como o incêndio que teve início em Góis (distrito de Coimbra). Os dois fogos, que consumiram perto de 50 mil hectares em conjunto, mobilizaram mais de mil operacionais no combate às chamas.

O incêndio que deflagrou Pedrógão Grande, tendo alastrado a vários municípios vizinhos, causou 64 mortos e mais de 200 feridos.

+ notícias: País

Mais de 800 operacionais no terreno para reparar cerca de 100 linhas elétricas

Mais de 800 operacionais estão hoje no terreno para reparar as cerca de uma centena de linhas elétricas em várias zonas do país que ficaram danificadas devido ao mau tempo que afetou Portugal continental, segundo a EDP.

Portugal eleito Melhor Destino Turístico do Mundo nos World Travel Awards

Portugal venceu este domingo o prémio de Melhor Destino Turístico do Mundo nos World Travel Awards, tornando-se o primeiro país europeu a conquistar esta distinção ao derrotar concorrentes como o Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha.

Governo vai avaliar a situação da associação Raríssimas e agir em conformidade

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social vai "avaliar a situação" da Raríssimas e "agir em conformidade", após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RELACIONADAS

DESCUBRA MAIS

Radioativo

Expensive Soul no Hard Rock Café no...