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Fórum do Futuro do Porto debate clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção

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Porto Canal com Lusa

Porto, 11 out (Lusa) -- Clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção são alguns dos temas da quarta edição do Fórum do Futuro, que se realiza de 05 a 11 de novembro, no Porto, com um orçamento de 155 mil euros, foi hoje divulgado.

"Esta edição tem mais sessões (26), mais convidados internacionais (32), de 14 países, e faz um esforço suplementar para se internacionalizar. O orçamento deste ano são 155 mil euros, mais dez mil euros do que em 2016", revelou o independente Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, que tutela o pelouro da Cultura, na conferência de imprensa de apresentação do novo fórum, cujo tema é "Terra Elétrica".

A 'performance' Club Ecosex (08, 09 e 10 de novembro, das 23:00 à 01:00, no Teatro Rivoli), apresentada como "uma experiência erótico-ecológica com plantas, terra e criativas vivas", e a conferência de Les U. Knight, fundador do movimento para a extinção voluntária da humanidade com base no controlo da procriação são alguns dos destaques do programa apresentado por Guilherme Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura.

"Com esta edição quisemos explorar as várias possibilidades de reflexão crítica sobre o impacto da ação humana na natureza. Será uma vasta conferência sobre clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção", afirmou.

A abertura do Fórum está a cargo do sociólogo Richard Sennett (dia 05, 16:00, Teatro Rivoli) e o encerramento cabe a Steven Pinker (dia 11, 21:30, Rivoli), professor catedrático de Psicologia da Universidade de Harvard, que vai refletir sobre quais das mudanças históricas que reduziram a violência no passado terão consequências no futuro, seguindo-se, às 23:30, um concerto dos Flamingods.

Ainda no dia 05, Alexandra Duvekot, que começou a investigar o som das plantas em 2012, apresenta "A Orquestra das Plantas" ("The Plant Orchestra"), uma composição musical em interação com plantas doentes e uma apresentação sobre a possibilidade de comunicação entre o homem e as plantas.

No dia 06, Elizabeth Hadly explica no Rivoli por que motivo considera que a humanidade tem de mudar se não quiser entrar em extinção.

O tema volta a estar em debate no dia 10 (19:00, Galeria da Biodiversidade, Jardim Botânico), com Les U. Knight, para quem a extinção humana voluntária é a nova esperança para o planeta e para a humanidade.

"Repensar o Antropoceno" - termo usado por alguns cientistas para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra - é o mote para o debate entre a filósofa Denise Ferreira da Silva e a artista Ursula Biemann, com a moderação do coletivo Pipi Colonial.

Na Casa da Música, o dia 07 é dedicado à "Música Elétrica", a partir das 18:00, com a participação de Karsten Witt, Lowrens Langevoort e Simon Reinink.

O arquiteto Sou Fujimoto (dia 06, 16:00, Rivoli), o músico Genesis Breyer P -- Orridge (dia 06, 19:00, Palácio do Bolhão), o artista argentino Tomás Saraceno (dia 08, 19:00, Museu de Serralves) e o arquiteto africano Francis Kéré (dia 08, 21:30, Rivoli) são mais alguns destaques da programação.

No dia 08 começa, no quinto piso do Teatro Rivoli, a performance Club Ecosex, uma proposta dos Pony Express descrita como "uma descoberta, um momento de ultrapassagem de inibições e uma forma de alargar os limites da sexualidade, da curiosidade e da interação entre pessoas e o meio ambiente".

Antes, no dia 07, às 19:00, Nelly Ben Hayoun, que se apresenta como "designer de experiências" e que criou com a NASA uma Orquestra do Espaço, defende, no Coliseu do Porto, a importância de desafiar a realidade e a convicção de que a condição humana pode prevalecer sobre a tecnologia.

ACG // MAG

Lusa/fim

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