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Sindicato dos Enfermeiros prepara nova paralisação para depois das autárquicas

| País
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 15 Set (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Enfermeiros afirmou hoje que avançará para uma nova greve oito a 15 dias depois das eleições autárquicas, marcadas para 1 de outubro, caso o Governo não satisfaça algumas das suas exigências.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do sindicato, José Azevedo, disse que considera a reestruturação das carreiras de enfermagem como uma das reivindicações mais importantes.

"Retomaremos uma greve 8 a 15 dias depois das eleições autárquicas", afirmou o dirigente sindical, que está a participar na manifestação junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, onde estarão, neste momento e segundo as contas do sindicato, mais de 2000 enfermeiros.

José Azevedo adiantou que, por enquanto, o Sindicato dos Enfermeiros não vai juntar-se ao outro sindicato, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, na greve de 3, 4 e 5 de outubro, marcada na quinta-feira.

O Sindicato dos Enfermeiros prefere realizar uma paralisação autónoma e que "nada tenha a ver com as eleições", explicou.

O sindicalista estima ainda que uma nova greve possa ter "serviços mínimos mais reduzidos".

Na manifestação de hoje, junto à residência oficial do Presidente da República, em Belém, Lisboa, estavam, pelas 13:00, cerca de dois mil enfermeiros, segundo os sindicalistas, que esperam a chegada de cerca de mais três mil colegas de outros pontos do país.

O protesto tem sido bastante ruidoso e são gritadas várias palavras de ordem das quais sobressaem "Nós só queremos carreiras de enfermagem" e "A luta continua, Adalberto para a rua".

Os enfermeiros em protesto pretendem marchar até S. Bento cerca das 14:00.

Os enfermeiros cumprem hoje o último de cinco dias de greve nacional, sendo que, durante os quatro primeiros dias de greve a adesão dos profissionais rondou valores entre os 80 e os 90%, segundo o Sindicato dos Enfermeiros, que marcou a paralisação em conjunto com o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem.

Várias cirurgias programadas foram adiadas e muitas consultas foram canceladas.

Os enfermeiros reivindicam a introdução da categoria de especialista na carreira de enfermagem, com respetivo aumento salarial, bem como a aplicação do regime das 35 horas de trabalho para todos os enfermeiros, mas a Secretaria de Estado do Emprego considerou irregular a marcação desta greve, alegando que o pré-aviso não cumpriu os dez dias úteis que determina a lei.

ARP // PMC

Lusa/Fim

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