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Coreia do Norte: UE reforça sanções com novo endurecimento já em agenda

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Porto Canal com Lusa

Bruxelas, 14 set (Lusa) -- A União Europeia reforçou hoje as medidas restritivas contra a Coreia do Norte ao transpor as sanções setoriais impostas pela resolução de agosto da ONU, e promete "transpor rapidamente" as restantes sanções decididas esta semana pelo Conselho de Segurança.

Em comunicado, o Conselho da UE explica que acabou de transpor as sanções setoriais impostas pela resolução 2371 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em 5 de agosto passado, em resposta às atividades de desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis balísticos em curso na Coreia do Norte.

"O Conselho transporá rapidamente as restantes sanções incluídas na última resolução do Conselho de Segurança da ONU (Resolução 2375 de 11 de setembro de 2017), que introduz novas sanções" dirigidas a Pyongyang, indica o comunicado.

A União Europeia reforça a necessidade de "trabalhar em prol da aplicação de todas as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas por todos os Estados-membros da ONU".

Na passada terça-feira, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros saudou as novas sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, considerando que a comunidade internacional "fez o que tinha a fazer".

Num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a situação na Coreia do Norte, Federica Mogherini começou por "agradecer a nova resolução do Conselho de Segurança da ONU", que aprovou na segunda-feira, por unanimidade, um novo pacote de sanções destinado a isolar economicamente a Coreia do Norte, que limita as importações de petróleo e derivados e proíbe as exportações de têxteis, entre outras medidas.

"Acredito que em momentos como este, de um nível de ameaça sem precedentes, apenas uma comunidade internacional unida pode ajudar a construir soluções para a crise. A comunidade internacional fez o que tinha a fazer há algumas horas, ao aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte, mas, simultaneamente, apelando a uma solução pacífica para a crise e mantendo as portas abertas ao diálogo político", declarou a chefe da diplomacia da UE, dirigindo-se aos eurodeputados.

Mogherini insistiu que esta abordagem é aquela que tem vindo a ser defendida desde sempre, e de forma muito unida e concertada, pela União Europeia, pois, enfatizou, "não há solução militar para esta crise".

Restando como "única solução" um reforço de sanções como forma de "abrir canais de diálogo político e diplomático", a Alta Representante da UE disse que agora a União atuará em três frentes a nível das sanções: implementar as novas sanções impostas pela ONU, garantir que todos os parceiros internacionais fazem o mesmo para assegurar a sua eficácia, e discutir eventuais novas sanções do lado da UE, questão já abordada na recente reunião informal de chefes de diplomacia europeus, em Talin.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta resolução na sequência do sexto ensaio nuclear efetuado por Pyongyang em 03 de setembro. A Coreia do Norte afirma ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como 'bomba H' miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas que, com sanções cada vez mais severas, pretendem forçar os dirigentes de Pyongyang a negociar os programas de armamento nuclear e convencional, considerados uma ameaça para a estabilidade mundial.

ACC (DM) // VM

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