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Narcotraficantes encontraram no Governo venezuelano "apoio e encobrimento" - bispo La Guaira

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Fátima, 13 set (Lusa) -- O bispo de La Guaira, perto de Caracas, acusou hoje o governo da Venezuela de dar "apoio, segurança e encobrimento" a narcotraficantes fugidos da Colômbia, para perpetuar um modelo económico que levou o país "ao colapso".

"A Colômbia, como país e como sociedade, comprometeu-se desde há anos a lutar contra isto e por isso fechou todos os espaços que protegiam o narcotráfico. Pelo contrário, na Venezuela o Governo abriu estes espaços, de forma que muitos desses grupos - que estão a entregar-se na Colômbia e a fazer a paz -- vieram para a Venezuela", disse o bispo Raúl Biord Castillo em entrevista à agência Lusa.

"Lamentavelmente, no governo venezuelano [os traficantes] encontraram apoio, segurança e encobrimento. É muito triste para nós dizer que familiares de altos funcionários do nosso governo estão a ser acusados de narcotráfico, que foram utilizados passaportes diplomáticos para proteger traficantes", acusou o bispo venezuelano, em Portugal para participar numa Peregrinação Internacional por motivo do Centenário das Aparições em Fátima.

Raúl Biord Castillo considera que a Venezuela vive uma situação de "grave crise social, política e económica" devido a um governo que "confiscou todos os poderes".

Sobretudo, disse o bispo, "neste momento a Venezuela vive uma grande farsa" com o modelo económico socialista-comunista que Nicolas Maduro desenvolveu a partir do Chavismo.

"O facto de não haver liberdade para a produção e de haver corrupção generalizada faz com que um país rico em recursos naturais como a Venezuela esteja afundado numa das maiores crises da sua história, em grave carência de alimentos, medicamentos, de matérias-primas, de peças para a maquinaria. O país está perto do colapso e o Governo não o quer reconhecer", salientou o prelado.

Raúl Biord Castillo disse que o governo de Nicolas Maduro insiste em mostrar a Venezuela "como a terra da Alice no País das Maravilhas", recusando-se a admitir que a falta de alimentos está a "matar pessoas à fome" e que faltam medicamentos de toda a espécie.

"Milhares de venezuelanos têm de cruzar a fronteira com a Colômbia e com o Brasil para comprar algum alimento. Muitas são as pessoas que estão a sofrer porque não há os medicamentos mais básicos", sublinhou o bispo, que "pede simplesmente à comunidade internacional que tome consciência disto".

"Ainda na terça-feira, ao regressar da Colômbia, o Papa dizia que, perante este grave problema social, não só a Venezuela como a comunidade internacional têm de fazer alguma coisa para evitar este Holocausto, para fazer evitar que o povo continue a morrer de fome", concluiu.

Questionado sobre se a Venezuela está à beira de uma guerra civil, o bispo respondeu negativamente, mas admitiu que o governo poderá aumentar ainda o nível de repressão.

"Não acredito que haja guerra civil. As armas estão todas de um lado", afirmou Raúl Biord Castillo, recordando que aos "protestos pacíficos" o governo respondeu "com uma repressão brutal", não só por parte dos militares como também dos coletivos armados.

"Vejo o perigo de uma maior repressão, que (...) haja mais sangue e mais mortos. Estamos preocupados, mas as pessoas já perderam o medo. (...) Não há prisões suficientes para conter milhões e milhões de venezuelanos que querem um país livre e de prosperidade para os seus filhos", concluiu.

NVI // FPA

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