Jornal das 13 Jornal Diário Último Jornal

Passos Coelho diz que obras públicas que governo quer discutir já estavam previstas

Passos Coelho diz que obras públicas que governo quer discutir já estavam previstas
| Política
Porto Canal com Lusa

O líder do PSD admitiu segunda-feira que as obras públicas que o Governo pretende discutir com a oposição poderão ser as que já estavam definidas como prioritárias pelo anterior Governo e não foram feitas para reduzir o défice.

"Tenho uma desconfiança de que as obras públicas que o Governo está a pensar são todas aquelas que já estão decididas como prioritárias, estavam ao abrigo do Portugal 2020, mas o Governo simplesmente não as fez porque tomou a opção - é a opção do Governo, que nós respeitamos - de colocar o investimento público ao nível mais baixo de há muitos anos no nosso país, para cumprir a meta do défice", disse.

Para Pedro Passos Coelho, que falava durante um encontro com apoiantes da coligação PSD/CDS-PP que concorre às eleições autárquicas para a Câmara de Palmela, "foram feitas escolhas" que implicaram que muitas das obras contratualizadas, ou previstas e calendarizadas ainda com o governo anterior, não tivessem sido realizadas pelo atual governo socialista.

"Falo, a título de exemplo, da ligação para mercadorias em bitola europeia, a partir de Sines até Caia (Espanha), como a valorização de toda a ligação de Aveiro até Espanha, muito relevante para as exportações portuguesas - e não só -, para que futuras empresas se venham a colocar perto destas localizações para transformar produtos que possam aportar a Portugal e a partir daqui ser exportados, quer por via marítima quer por caminho-de-ferro, para a Europa. Tudo isso estava previsto lá, não foi feito nada", disse.

"Foi aqui recordada a questão do aeroporto de Lisboa. Se nós estivéssemos no governo já estavam iniciadas as obras para a ampliação do aeroporto de Lisboa. Não é compreensível que dois anos depois esteja tudo na mesma", acrescentou.

No encontro em Palmela, Pedro Passos Coelho acusou também o PS de se querer apropriar do trabalho realizado pelo anterior executivo para colocar em prática a escolaridade obrigatória de doze anos, durante o período da 'troika', em condições muito difíceis.

"Em 2009, o governo do engenheiro José Sócrates quis aprovar à pressa, antes das eleições, na Assembleia da República, o alargamento da escolaridade obrigatória para doze anos", disse o líder do PSD, acrescentando que, até 2011, os socialistas nada fizeram para implementar a decisão, mas agora querem apropriar-se do facto de haver muito mais gente a entrar no ensino superior.

"Nós sabemos reconhecer bem a esperteza saloia, mas sabemos como é importante para o futuro tomar a tempo as medidas que são importantes para o nosso crescimento futuro, para o nosso bem-estar futuro, e para o nosso desenvolvimento futuro. E futuro é o que tem faltado a este governo", acrescentou Passos Coelho, que também não poupou a maioria de esquerda no Parlamento pela reversão de diversas medidas do anterior governo PSD/CDS-PP.

No encontro em Palmela, o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, Paulo Ribeiro, defendeu que o maior adversário de sociais-democratas e populares no concelho de Palmela não é a atual maioria CDU nem o PS, mas a elevada taxa de abstenção, que nas eleições autárquicas de 2013 foi de 62%, a terceira maior do país.

+ notícias: Política

Tempo de espera nas urgências vai contar no pagamento da tutela aos hospitais

O pagamento dos serviços de urgência aos hospitais do SNS que os prestem irá levar em conta a percentagem de episódios atendidos dentro do tempo de espera previsto no protocolo de triagem.

OE2018: Partidos apresentam mais de 600 propostas de alteração

Os grupos parlamentares apresentaram na sexta-feira mais de 600 propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), sendo o PCP o mais ativo (mais de 120 registos) e o PEV o que apresentou menos medidas (30).

Governo diz que compromisso com professores é financeiramente sustentável

O Governo congratulou-se com o acordo alcançado com os sindicatos da educação para a reposição salarial do tempo de serviço congelado e diz que o compromisso assinado traduz "um modelo responsável, financeiramente sustentável".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DESCUBRA MAIS