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Peru ordena expulsão do embaixador em Lima

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Porto Canal com Lusa

Lima, 12 ago (Lusa) -- O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru informou, na sexta-feira, que decidiu expulsar o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Alfredo Molero Bellavia, devido a uma nota de protesto enviada pelo Governo de Caracas.

Em comunicado, a diplomacia peruana indica que, "depois de manifestar a sua condenação à rutura da ordem democrática na Venezuela", o Governo decidiu expulsar o embaixador, a quem foi dado "um prazo máximo de cinco dias para deixar o país".

A decisão surge na sequência do protesto diplomático apresentado pelo Governo da Venezuela - que o Peru recusa aceitar por conter "termos inaceitáveis" - sobre a Declaração de Lima, subscrita na passada terça-feira, por 17 países da região que rejeita reconhecer a nova Assembleia Constituinte.

A Declaração de Lima, que condena "a rutura da ordem democrática" na Venezuela e que entende serem "ilegítimos" os atos da recém-eleita Assembleia Constituinte, foi assinada, entre outros, pela Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá e Peru.

Composta por 545 membros, todos próximos do Governo de Caracas, a Assembleia Constituinte foi eleita em 30 de julho, numas eleições boicotadas pela oposição que não participou então no processo por considerar que foi convocada de maneira ilegítima.

Estados Unidos e União Europeia também não reconhecem o novo órgão, que é presidido pela antiga ministra dos Negócios Estrangeiros Delcy Rodríguez, instalado no dia 04, sob denúncias de fraude eleitoral.

Não obstante, no comunicado divulgado na sexta-feira, o Peru reitera a sua "firme vontade de continuar a contribuir para a restauração da democracia na Venezuela".

A ação diplomática do Peru figura como a mais forte tomada até ao momento por um país da América Latina relativamente à Venezuela.

A Venezuela encontra-se mergulhada numa grave crise política, sendo palco, desde o início de abril, de uma onda de protestos a favor e contra o governo de Maduro, dos quais alguns resvalaram em violentos confrontos, que fizeram pelo menos 125 mortos.

Os protestos intensificaram-se a partir de 01 de maio precisamente quando o Presidente venezuelano convocou a eleição da Constituinte, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação.

Durante uma sessão especial do novo órgão, realizada na quinta-feira, Maduro submeteu o seu projeto de Constituição, o qual prevê penas de prisão de 15 a 25 anos para quem "exprimir ódio, intolerância e violência por razões culturais, políticas e ideológicas".

DM (IMA/FPG) // DM

Lusa/Fim

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