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Cerca de 20 emigrantes lesados do ex-BES levantam e empurram grades contra a polícia

| Economia
Porto Canal com Lusa

Cerca de duas dezenas dos emigrantes lesados pelo ex-BES que estão esta sexta-feira a manifestar-se à porta do Novo Banco, levantaram e empurraram contra a polícia as grades que protegem o edifício.

Após alguns minutos de tensão, o reforço do corpo de intervenção da PSP contrariou a investida e o protesto segue barulhento, mas pacífico.

Mais de 300 emigrantes, que se queixam de ser lesados pela gestão do resolvido BES, estão hoje a protestar na sede do Novo Banco, em Lisboa, pretendendo ir em seguida para o edifício do Banco de Portugal, na Rua do Ouro.

Helena Batista, vice-presidente da Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP), disse hoje à Lusa os manifestantes estão ali para "mostrar às pessoas que há boa vontade e um compromisso com a administração para - queremos acreditar - encontrar uma solução para todos".

"Creio que vai chegar a bom porto muito em breve, com estes problemas resolvidos", salientou.

Aquela responsável informou ainda que os manifestantes vão em seguida protestar junto do edifício do Banco de Portugal na rua do Ouro, em Lisboa, sendo que, entretanto, uma delegação irá ser recebida pela administração do Novo Banco.

Os emigrantes e clientes do ex-BES queixam-se de dois produtos financeiros em que investiram e que ainda não têm solução, tendo investido mais de 140 milhões de euros em "EG Premium" e "Euro Aforro 10".

A associação que representa os emigrantes lesados do BES revelou terça-feira um entendimento com o Novo Banco e o Governo do PS, que passa pela recuperação de 75% do dinheiro que investiram em produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7.

Contudo, os clientes dos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium ainda esperam uma solução que estará ainda a ser trabalhada. As pessoas que aceitarem estas propostas terão de desistir das ações judiciais contra o Novo Banco e seus trabalhadores.

À sede do Novo Banco (ex-BES) chegaram cinco autocarros, com manifestantes, que se juntaram a cerca de uma centena de pessoas que já se encontrava no local, munidos de bandeiras de França e da Suíça, muitos cartazes, apitos, chocalhos e buzinas.

A PSP organizou um grande cordão de segurança em volta do edifício da instituição bancária, com grades reforçadas para prevenir eventual invasão e o trânsito está cortado no troço em que a rua Barata Salgueiro se cruza com a avenida da Liberdade.

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