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Mais de 300 emigrantes lesados pelo BES protestam no Novo Banco e vão até BdP

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 11 ago (Lusa) - Mais de 300 emigrantes, que se queixam de ser lesados pela gestão do resolvido BES, estão hoje a protestar na sede do Novo Banco, em Lisboa, pretendendo ir em seguida à sede do Banco de Portugal.

"Estamos aqui para mostrar às pessoas que há boa vontade e um compromisso com a administração para - queremos acreditar - encontrar uma solução para todos. Creio que vai chegar a bom porto muito em breve, com estes problemas resolvidos", disse à Lusa a vice-presidente da Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP), Helena Batista.

Aquela responsável anunciou que o conjunto de manifestantes irá em seguida protestar junto da sede do Banco de Portugal e, entretanto, uma delegação será recebida pela administração do Novo Banco. Helena Batista estimou em 250 o número de pessoas organizadas que viajaram de vários pontos do país.

Os emigrantes e clientes do ex-BES queixam-se de dois produtos financeiros em que investiram e que ainda não têm solução, tendo investido mais de 140 milhões de euros em "EG Premium" e "Euro Aforro 10".

A associação que representa os emigrantes lesados do BES revelou terça-feira um entendimento com o Novo Banco e o Governo do PS, que passa pela recuperação de 75% do dinheiro que investiram em produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7.

Contudo, os clientes dos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium ainda esperam uma solução que estará ainda a ser trabalhada. As pessoas que aceitarem estas propostas terão de desistir das ações judiciais contra o Novo Banco e seus trabalhadores.

À sede do Novo Banco (ex-BES) chegaram cinco autocarros, com manifestantes, que se juntaram à cerca de uma centena de pessoas que já se encontrava no local, munidos de bandeiras de França e da Suíça, muitos cartazes, apitos, chocalhos e buzinas.

A PSP organizou um grande cordão de segurança em volta do edifício da instituição bancária, com grades reforçadas para prevenir eventual invasão e o trânsito está cortado no troço em que a rua Barata Salgueiro se cruza com a avenida da Liberdade.

HPG (IM) // ATR

Lusa/Fim

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