Quadruplicou população mundial abrangida por políticas de tabaco em dez anos

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Porto Canal com Lusa

Lisboa, 19 jul (Lusa) -- Mais de 60% da população mundial vive em países que têm políticas de controlo do tabaco, como imagens e advertências nos maços de cigarros ou proibição de fumar em espaços públicos.

Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde que hoje foi divulgado, desde 2007 até agora quadruplicou a quantidade de pessoas que está coberta por medidas de proteção ou controlo do tabaco.

"As estratégias para implementar essas políticas salvaram milhões de pessoas de uma morte precoce", sublinha a Organização Mundial da Saúde (OMS) .

Contudo, "a indústria do tabaco continua a dificultar os esforços" para uma aplicação completa das intervenções na política antitabágica.

"Os governos de todo o mundo não devem perder tempo a incorporar medidas" de controlo do tabaco nas suas legislações e políticas nacionais, pede o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Trabalhando em conjunto os países podem prevenir milhões de pessoas a morrer a cada ano de doenças preveníveis e ligadas ao tabaco, poupando milhões de dólares por ano em despesas de saúde evitáveis e em perda de produtividade", acrescentou o responsável na mensagem que serve de introdução ao relatório.

Atualmente são 4,7 mil milhões de cidadãos que vivem em países com medidas e políticas de proteção do tabaco consideradas essenciais pela OMS, mais 3,6 mil milhões do que o que se verificava em 2007.

Cerca de metade da população mundial vive em estados que adotaram as designadas imagens choque nos maços de tabaco, duas vezes mais do que em 2015.

Globalmente, a OMS aconselha os países a adotarem medidas para proteger os cidadãos do fumo do tabaco, a oferecerem ajuda e apoios para quem quer deixar de fumar e a elevar os impostos sobre o tabaco, considerada como uma das medidas mais eficazes para reduzir o consumo.

ARP // HB

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