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Novo presidente da concelhia do PSD Lisboa não quer ser "fator de destabilização"

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 20 abril (Lusa) - O presidente interino da concelhia do PSD de Lisboa, Rodrigo Gonçalves, afirmou hoje não querer ser um "fator de destabilização" no partido, nem "ser responsável por qualquer tipo de divisão" dos sociais-democratas.

"Nós, naturalmente, não queremos ser um fator de destabilização nem queremos prejudicar o resultado do PSD em Lisboa", disse Rodrigo Gonçalves à agência Lusa no final da reunião da Comissão Política da Secção Concelhia de Lisboa, que decorreu hoje.

Este encontro foi a ocasião escolhida pelo presidente Mauro Xavier para apresentar a sua demissão, decisão que já tinha anunciado aos militantes e à comunicação social, e justificada com "divergências estratégicas e programáticas" relativamente às eleições autárquicas para Lisboa.

"Foi isso que aconteceu. Aliás, a reunião foi marcada para esse efeito, para que o doutor Mauro Xavier pudesse apresentar a sua demissão", afirmou o Rodrigo Gonçalves, que era vice-presidente e lhe sucede.

Na reunião foram também aprovados os candidatos às Juntas de Freguesia da capital, nomes apresentados pela candidata à Câmara Municipal, Teresa Leal Coelho, que não seguiu as indicações da concelhia.

"Fomos confrontados com uma situação nova", afirmou o presidente interino, especificando que chegou ao conhecimento da Comissão Política um e-mail "com 24 nomes indicados pela doutora Teresa Leal coelho, com conhecimento do doutor Pedro Passos Coelho", presidente do partido, na qual "não constavam sete nomes do núcleo central" apontados pela concelhia.

Entre os nomes sugeridos incluem-se: José Amaral Lopes (para Alvalade), Américo Vitorino (para Arroios), José Carvalho dos Santos (Benfica), Frederico Coelho (Campolide), Paulo Taveira de Sousa (Lumiar), João de Carvalho (São Domingos de Benfica), e Pedro Marques (Carnide).

"As pessoas ficaram espantadas, não estavam à espera" que estes nomes fossem recusados, afirmou Rodrigo Gonçalves, apontando que para "espanto só tinham sido excluídos os nomes do núcleo central", onde é militante.

Mas "quero acreditar que é apenas e só uma coincidência", advogou.

"Não seremos nós os responsáveis por qualquer tipo de divisão, qualquer tipo de decisão ou qualquer tipo de manobra que possa prejudicar a candidatura do PSD, para isso não contam connosco", vincou o também deputado municipal, ressalvando porém que os membros da concelhia ficaram "incomodados com o facto de se terem rejeitados nomes com qualidade acima da média".

Apesar disso, a lista foi aprovada com indicação de voto favorável do presidente interino.

"Não seria por minha causa que o partido sairia desta reunião dividido. [Mesmo] não concordando com as exclusões feitas, também não seria eu que iria votar contra, dando assim um sinal de rutura do PSD em Lisboa", apontou.

Segundo a lista aprovada, à qual a Lusa teve acesso, os cabeças de lista para as freguesias serão: Luís Almeida (Ajuda), António Sargo Vicente (Alcântara), Nuno Pedroso (Alvalade), Lúcia Saraiva (Arroios), Pedro Jesus (Beato), António Alvim (Benfica), Cristina Lobo Antunes (Campo de Ourique), Francisco Peres (Campolide), José Morgado (Carnide), Maria Emília Apolinário (Lumiar), Luís Castro (Marvila), António Pinto de Abreu (Misericórdia), Arnaldo Costeira (Olivais) e João Mota Lopes (Parque das Nações).

Nas Juntas de Freguesia que o PSD geriu neste mandato (Estrela, Avenidas Novas, Santo António, Santa Maria Maior e Areeiro), os presidentes irão recandidatar-se.

No documento, que seguirá agora para a Comissão Política Distrital, é referido também que José Eduardo Martins será cabeça de lista à Assembleia Municipal.

FYM // ARA

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