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Reforma fiscal no Brasil devia estar concluída até ao final do ano

| Economia
Porto Canal com Lusa

Londres, 19 mar (Lusa) - A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a intenção do Brasil de reformar o sistema fiscal é positiva, mas alerta que isso tem de ser feito este ano, antes de começar a campanha para as eleições de outubro.

"Reformar o complexo e ineficiente sistema fiscal brasileiro é positivo e ajuda o crescimento, mas há uma janela de oportunidade limitada; as reformas terão ser alcançadas antes do início de 2018, antes da campanha para as eleições de outubro começar", escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist.

No comentário ao anúncio feito no princípio do mês, a EIU escreve que "algumas das medidas da reforma são vistas com suspeita pela comunidade empresarial, o que significa que muito vai depender de como o Governo gerir o processo".

Assim, dizem, "deverá haver avanços, apoiando a recuperação económica do Brasil, mas há também um elevado grau de incerteza sobre o resultado final e, desta forma, o seu impacto".

A reforma fiscal é a terceira grande mudança que Michel Temer está a tentar fazer para colocar a economia do Brasil novamente a crescer, depois da alteração constitucional para limitar o aumento dos gastos federais à subida da inflação, em dezembro, e a reforma das pensões, ainda em debate.

No ano passado, o Brasil registou uma recessão de 3,6%, um ligeiro abrandamento face à queda de 3,8% na riqueza produzida em 2015.

O Brasil tem um dos sistemas fiscais mais complexos, estando em 181.º lugar entre os 190 países analisados pelo Banco Mundial no conhecido relatório Doing Business, no capítulo do tempo que demora a cumprir as obrigações fiscais, com mais de 2 mil horas por ano para uma empresa média.

MBA // VM

Lusa/Fim

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